SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2023
J., sexo feminino, 35 anos de idade, parda, natural e procedente de São Paulo/SP, vem ao pronto-socorro (PS) com quadro de dor abdominal difusa há 1 dia, que se tornou mais intensa em região de epigástrico há 6 horas, associada a náuseas e três episódios de vômito. A paciente refere hiporexia e piora da dor ao ter tentado ingerir líquidos. Fez uso de dipirona, sem melhora. Nega febre e alteração do hábito intestinal. Sem comorbidades, nega uso de medicações contínuas e alergias. Sobre cirurgias prévias, relata uma cesárea há 3 anos, sem intercorrências. Nega tabagismo ou etilismo. Observe as afirmativas sobre o caso acima: I - A presença de um nível sérico de amilase elevado (3x o valor de normalidade), no quadro clínico acima pode sugerir pancreatite aguda. E o valor da amilase pode ser proporcional à gravidade da doença. II - A colelitíase é a principal causa dos episódios (40 a 70%) de pancreatite aguda, seguida da causa alcoólica (25 a 35%). III - O espectro de apresentação clínica é amplo, podendo variar de desconforto abdominal até choque. IV - Outras causas de pancreatite aguda, são alimentação rica em sódio, hiperparatireoidismo, medicamentos e tabagismo. V - Os pseudocistos maiores de 6cm, mesmo que assintomáticos, devem ser drenados. Quais estão corretas?
Pancreatite aguda: amilase/lipase ↑ (3x normal) + dor abdominal. Colelitíase e álcool são principais causas.
A elevação da amilase e lipase séricas em 3 vezes o limite superior da normalidade, juntamente com dor abdominal característica, é crucial para o diagnóstico de pancreatite aguda. A colelitíase e o etilismo são as etiologias mais comuns, e o espectro clínico pode variar de leve a grave.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória grave do pâncreas, com incidência crescente e que representa um desafio diagnóstico e terapêutico. É fundamental para o residente reconhecer suas manifestações clínicas, que variam de dor abdominal leve a choque séptico, e iniciar o manejo adequado precocemente para prevenir complicações. O diagnóstico baseia-se na presença de dor abdominal característica, elevação de amilase ou lipase sérica (pelo menos 3x o limite superior da normalidade) e achados de imagem. A colelitíase e o etilismo são as etiologias mais prevalentes, sendo crucial identificá-las para a prevenção de recorrências. A lipase é geralmente mais específica e sensível que a amilase. O tratamento inicial foca em hidratação vigorosa, analgesia e suporte nutricional. A avaliação da gravidade é essencial para guiar a conduta, com escores como o Ranson ou APACHE II. Complicações como pseudocistos, necrose infectada e falência orgânica devem ser monitoradas e tratadas conforme as diretrizes.
O diagnóstico de pancreatite aguda requer dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação da amilase ou lipase sérica em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, e achados de imagem compatíveis.
As causas mais comuns de pancreatite aguda são a colelitíase (cálculos biliares) e o etilismo. Outras causas incluem hipertrigliceridemia, hipercalcemia, medicamentos e trauma.
Um pseudocisto pancreático é uma coleção de líquido pancreático encapsulada por tecido de granulação, que se forma após pancreatite aguda. Pseudocistos assintomáticos geralmente são observados, enquanto os sintomáticos ou complicados podem necessitar de drenagem.
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