HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Mulher, 45 anos, com antecedente de hipertensão arterial, relata dor súbita e intensa em abdome superior, irradiando para dorso, associada a náuseas e vômitos. Ao exame fisico, apresenta abdome discretamente distendido, doloroso à palpação em epigástrio, sem sinais de irritação peritoneal. O diagnóstico mais provável é:
Dor epigástrica súbita e intensa, irradiando para dorso, com náuseas/vômitos e dor à palpação = Pancreatite aguda.
A pancreatite aguda é caracterizada por dor abdominal súbita e intensa no epigástrio, frequentemente irradiando para o dorso, acompanhada de náuseas e vômitos. A dor à palpação epigástrica, sem sinais de irritação peritoneal franca, é um achado comum.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial de complicações sistêmicas e mortalidade. É uma causa comum de dor abdominal aguda e requer diagnóstico e manejo rápidos. A compreensão de sua apresentação clínica e fatores de risco é crucial para o residente. A apresentação clássica da pancreatite aguda envolve dor abdominal súbita e intensa, localizada no epigástrio, com irradiação para o dorso. Frequentemente, é acompanhada de náuseas e vômitos. Ao exame físico, pode haver dor à palpação epigástrica, distensão abdominal e, em casos graves, sinais de choque. A ausência de sinais de irritação peritoneal franca ajuda a diferenciá-la de outras causas de abdome agudo. O diagnóstico é confirmado pela elevação de amilase e lipase séricas. O tratamento da pancreatite aguda é primariamente de suporte, incluindo hidratação venosa agressiva, analgesia e jejum oral. A identificação e tratamento da causa subjacente (ex: colecistectomia para colelitíase) são importantes. Complicações como necrose pancreática, pseudocistos e falência de órgãos devem ser monitoradas e tratadas adequadamente.
A dor na pancreatite aguda é tipicamente súbita, intensa, localizada no epigástrio e frequentemente irradia para o dorso. Pode ser aliviada pela posição genupeitoral e piora com a alimentação.
O diagnóstico é confirmado pela elevação de amilase e/ou lipase séricas em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, associado ao quadro clínico. Exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia podem ser úteis para identificar a causa e avaliar a gravidade.
As duas causas mais comuns de pancreatite aguda são a colelitíase (cálculos biliares) e o etilismo. Outras causas incluem hipertrigliceridemia, hipercalcemia, trauma, medicamentos e infecções.
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