Pancreatite Aguda: Classificação, Etiologia e Manejo Essencial

PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2020

Enunciado

Sobre a pancreatite aguda, marque a alternativa INCORRETA:

Alternativas

  1. A) O uso de antibioticoterapia profilática não demonstrou impacto relevante nos desfechos clínicos.
  2. B) As principais etiologias relacionadas são a litíase biliar e o uso abusivo de álcool.
  3. C) Está sempre indicado jejum na fase aguda da doença, a fim de promover o repouso pancreático.
  4. D) A classificação de gravidade pode ser feita pela Classificação de Atlanta Revisada, em leve, moderada e severa.

Pérola Clínica

Pancreatite aguda: etiologia principal litíase/álcool; ATB profilática não indicada; jejum não é sempre obrigatório; Classificação de Atlanta Revisada = leve, moderadamente grave, grave.

Resumo-Chave

A alternativa D está incorreta porque a Classificação de Atlanta Revisada para pancreatite aguda divide a doença em leve, moderadamente grave e grave, e não apenas leve, moderada e severa. As outras alternativas são corretas: ATB profilática não tem impacto, litíase e álcool são as principais causas, e jejum não é sempre indicado, priorizando nutrição precoce.

Contexto Educacional

A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial para complicações sistêmicas e locais. Suas principais etiologias são a litíase biliar e o consumo excessivo de álcool, respondendo por cerca de 70-80% dos casos. Outras causas incluem hipertrigliceridemia, hipercalcemia, trauma abdominal, medicamentos e causas idiopáticas. O diagnóstico baseia-se na presença de dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação de amilase e/ou lipase séricas >3 vezes o limite superior da normalidade, e achados de imagem compatíveis. O manejo inicial da pancreatite aguda envolve hidratação venosa agressiva, analgesia e suporte nutricional. Contrariamente a crenças antigas, o jejum absoluto não é sempre indicado; a nutrição enteral precoce é preferível quando tolerada, pois mantém a integridade da barreira intestinal e pode reduzir complicações. A antibioticoterapia profilática não demonstrou benefício e não deve ser utilizada de rotina, sendo reservada para casos de necrose infectada comprovada. A Classificação de Atlanta Revisada (2012) é fundamental para estratificar a gravidade da pancreatite aguda, dividindo-a em leve, moderadamente grave e grave. Esta classificação auxilia na tomada de decisão clínica e no prognóstico. A compreensão detalhada da etiologia, manejo e classificação é crucial para residentes, permitindo um tratamento eficaz e a prevenção de complicações graves.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais causas da pancreatite aguda?

As duas principais etiologias da pancreatite aguda são a litíase biliar (cálculos na vesícula biliar que obstruem o ducto pancreático) e o uso abusivo de álcool. Outras causas incluem hipertrigliceridemia, hipercalcemia, trauma e medicamentos.

A antibioticoterapia profilática é indicada na pancreatite aguda?

Não, a antibioticoterapia profilática não é indicada de rotina na pancreatite aguda, pois estudos demonstraram que não há impacto relevante nos desfechos clínicos e pode aumentar a resistência bacteriana. É reservada para casos de infecção comprovada ou necrose infectada.

Como a Classificação de Atlanta Revisada categoriza a gravidade da pancreatite aguda?

A Classificação de Atlanta Revisada divide a pancreatite aguda em três categorias de gravidade: leve (sem falência orgânica ou complicações locais/sistêmicas), moderadamente grave (com falência orgânica transitória ou complicações locais/sistêmicas) e grave (com falência orgânica persistente).

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