FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2024
Paciente do sexo masculino, 50 anos, com histórico de tabagismo e consumo excessivo de álcool, procura atendimento médico com queixa de dor abdominal intensa há 3 dias. Ao exame físico, apresenta abdome distendido, sensibilidade à palpação profunda em quadrante superior direito e resistência muscular aumentada nesta região. Qual a hipótese diagnóstica mais provável?
Dor abdominal intensa, etilismo/tabagismo, abdome distendido → suspeitar de pancreatite aguda.
A dor abdominal intensa, o histórico de etilismo e tabagismo, e a distensão abdominal são achados clássicos da pancreatite aguda. Embora a dor seja tipicamente epigástrica e irradiada para o dorso, a localização e a resistência muscular podem variar.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória grave do pâncreas, frequentemente associada a dor abdominal intensa. O histórico de etilismo e tabagismo no paciente é um forte fator de risco, sendo o álcool uma das principais causas da doença. A dor, embora classicamente epigástrica com irradiação para o dorso, pode ter apresentações variadas. A fisiopatologia envolve a ativação prematura de enzimas pancreáticas dentro do próprio pâncreas, levando à autodigestão do órgão. Isso causa inflamação, edema e, em casos graves, necrose e hemorragia. A distensão abdominal e a sensibilidade à palpação são achados comuns devido à inflamação e possível íleo paralítico. O diagnóstico de pancreatite aguda é baseado na clínica, elevação de enzimas pancreáticas (amilase e lipase) e achados em exames de imagem como tomografia computadorizada. O manejo inicial inclui hidratação venosa agressiva, analgesia e suporte nutricional. A identificação e tratamento da causa subjacente são cruciais para prevenir recorrências.
As duas causas mais comuns de pancreatite aguda são cálculos biliares (colelitíase) e consumo excessivo de álcool (etilismo). Outras causas incluem hipertrigliceridemia, hipercalcemia, trauma abdominal, medicamentos e infecções.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal intensa e persistente, geralmente epigástrica, que pode irradiar para o dorso ("em faixa"), náuseas, vômitos e distensão abdominal. A dor pode ser aliviada ao inclinar-se para frente.
O diagnóstico de pancreatite aguda requer dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação da amilase e/ou lipase séricas em pelo menos três vezes o limite superior do normal, e achados característicos em exames de imagem (TC ou RM).
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