SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2021
Um paciente chega à emergência com quadro de pancreatite aguda. Dentre os fatores de risco de gravidade na pancreatite aguda, NÃO se inclui:
Fatores de gravidade pancreatite aguda: idade >60, obesidade (IMC >30), comorbidades (Charlson), SIRS. Dislipidemia NÃO é fator de gravidade.
A dislipidemia, embora possa ser uma causa de pancreatite aguda (hipertrigliceridemia grave), não é um fator de risco de gravidade da doença já estabelecida. Fatores como idade avançada, obesidade e comorbidades são importantes preditores de pior prognóstico.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve e autolimitada a grave, com falência de múltiplos órgãos e alta mortalidade. A identificação precoce dos fatores de risco de gravidade é crucial para o manejo adequado e para otimizar o prognóstico do paciente. A etiologia mais comum é biliar (cálculos) e alcoólica, mas outras causas como hipertrigliceridemia também são relevantes. A avaliação da gravidade da pancreatite aguda é fundamental para guiar a conduta terapêutica. Fatores clínicos como idade avançada (>60 anos), obesidade (IMC >30), e a presença de comorbidades significativas (avaliadas pelo índice de Charlson) são preditores independentes de pior prognóstico. Além disso, a presença de Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica (SIRS) nas primeiras 24-48 horas e a falência orgânica são indicativos de doença grave. A dislipidemia, especificamente a hipertrigliceridemia grave (>1000 mg/dL), é uma causa conhecida de pancreatite aguda, mas não é considerada um fator de gravidade para a evolução da doença já estabelecida. O manejo da pancreatite aguda grave envolve suporte intensivo, hidratação venosa agressiva, analgesia, nutrição enteral precoce e, em casos selecionados, intervenções para complicações locais como necrose infectada.
Fatores de gravidade incluem idade >60 anos, obesidade (IMC >30), presença de comorbidades significativas (avaliadas pelo índice de Charlson), sinais de SIRS (Síndrome da Resposta Inflamatória Sistêmica), e falência orgânica.
A obesidade está associada a um maior risco de pancreatite aguda grave, necrose pancreática, falência orgânica e mortalidade, devido a uma resposta inflamatória mais intensa e maior acúmulo de gordura peripancreática.
Escores como Ranson, APACHE II, BISAP e o índice de gravidade da TC (CTSI) são comumente utilizados para estratificar o risco de gravidade e prever o prognóstico da pancreatite aguda.
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