PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2022
Sobre a pancreatite aguda, marque a alternativa incorreta:
Pancreatite aguda: jejum NÃO é sempre indicado; nutrição enteral precoce é preferível.
Na pancreatite aguda, o jejum absoluto não é sempre necessário. A nutrição enteral precoce, quando tolerada, é preferível ao jejum prolongado, pois ajuda a manter a integridade da barreira intestinal e pode reduzir complicações infecciosas.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve e autolimitada a grave e com risco de vida. É uma emergência gastrointestinal comum, e sua compreensão é vital para a prática médica. As principais etiologias são a litíase biliar e o consumo excessivo de álcool, respondendo pela maioria dos casos. O diagnóstico da pancreatite aguda baseia-se na presença de dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação de amilase e/ou lipase séricas em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, e achados de imagem compatíveis. A classificação de gravidade, como a de Atlanta Revisada, é fundamental para o prognóstico e a tomada de decisão terapêutica, dividindo a doença em leve, moderada e grave. O manejo da pancreatite aguda inclui suporte hidroeletrolítico agressivo, analgesia e, diferentemente do que se pensava, a nutrição enteral precoce é preferível ao jejum prolongado, quando tolerada, para a maioria dos pacientes. Antibióticos profiláticos não são recomendados rotineiramente, pois não demonstraram impacto relevante nos desfechos clínicos e podem promover resistência bacteriana.
As duas principais etiologias da pancreatite aguda são a litíase biliar (cálculos na vesícula biliar que obstruem o ducto pancreático) e o uso abusivo de álcool. Outras causas incluem hipertrigliceridemia, medicamentos e trauma.
Não, o jejum não é sempre indicado. As diretrizes atuais recomendam a reintrodução da dieta oral ou nutrição enteral precoce, se tolerada, para a maioria dos pacientes com pancreatite aguda leve a moderada, pois ajuda a manter a integridade da barreira intestinal.
A Classificação de Atlanta Revisada categoriza a pancreatite aguda em leve, moderada e grave, baseando-se na presença de falência orgânica e complicações locais. Essa classificação é crucial para guiar o manejo, o prognóstico e a estratificação de risco dos pacientes.
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