UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2020
Homem, 40a, procura atendimento médico referindo dor em andar superior do abdome, com irradiação para flancos, associada a náusea e vômitos. Antecedentes pessoais: etilismo há 15 anos, 1 garrafa de destilada/dia. Amilase= 854UI/L, Lipase= 378UI/L, AST= 308UI/L, ALT= 674UI/L. Ultrassonografia de abdome: colelitíase e coledocolitíase, sem dilatação de vias biliares extra-hepáticas. AS ALTERAÇÕES DA AMILASE E LIPASE ESTÃO ASSOCIADAS A:
Pancreatite aguda: dor epigástrica irradiando para flancos + ↑ amilase/lipase. Etiologia comum: cálculos biliares ou álcool.
A elevação de amilase e lipase, juntamente com dor abdominal característica e histórico de etilismo/colelitíase, sugere pancreatite aguda. A obstrução do ducto pancreático, seja por cálculo biliar ou edema inflamatório, é a causa direta da elevação dessas enzimas.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória grave do pâncreas, caracterizada por dor abdominal intensa e elevação das enzimas pancreáticas. Sua etiologia é multifatorial, sendo as causas mais comuns a litíase biliar (coledocolitíase) e o etilismo crônico, que juntos respondem por cerca de 80% dos casos. É fundamental para o residente reconhecer os sinais e sintomas, bem como os fatores de risco. O diagnóstico da pancreatite aguda baseia-se na presença de pelo menos dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação da amilase e/ou lipase séricas em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, e achados de imagem compatíveis (TC ou USG). A fisiopatologia envolve a ativação prematura de enzimas digestivas dentro do pâncreas, levando à autodigestão do órgão. O tratamento inicial é de suporte, com hidratação venosa agressiva, analgesia e controle de náuseas e vômitos. A identificação e tratamento da causa subjacente, como a remoção de cálculos biliares (CPRE), são cruciais para prevenir recorrências e complicações. O prognóstico varia conforme a gravidade, sendo essencial a estratificação de risco precoce.
A pancreatite aguda tipicamente se manifesta com dor intensa no andar superior do abdome, frequentemente irradiando para as costas ou flancos, acompanhada de náuseas e vômitos.
Amilase e lipase são enzimas pancreáticas que se elevam significativamente na pancreatite aguda. A lipase é geralmente mais específica e permanece elevada por mais tempo que a amilase.
O etilismo crônico pode causar pancreatite por toxicidade direta ao pâncreas e ativação prematura de enzimas. A colelitíase pode levar à obstrução do ducto biliar comum e, consequentemente, do ducto pancreático, causando refluxo biliar e inflamação.
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