UNIFAP - Universidade Federal do Amapá — Prova 2015
Assinale a INCORRETA sobre pancreatite:
Níveis de amilase/lipase não refletem gravidade ou evolução da pancreatite; PCR e TC são melhores prognósticos.
Embora amilase e lipase sejam importantes para o diagnóstico da pancreatite aguda, seus níveis séricos não se correlacionam com a gravidade da doença ou com a evolução clínica. A diminuição dessas enzimas pode ocorrer mesmo em casos graves, sem indicar melhora.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial para complicações sistêmicas e locais. A etiologia mais comum é a biliar, seguida pelo alcoolismo. O diagnóstico baseia-se na presença de dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação de amilase ou lipase séricas ≥ 3 vezes o limite superior da normalidade, e achados de imagem compatíveis. Embora a amilase e a lipase sejam cruciais para o diagnóstico, seus níveis não se correlacionam com a gravidade da doença. A lipase é geralmente mais específica e sensível que a amilase. Para avaliação prognóstica, marcadores como a Proteína C-Reativa (PCR) e sistemas de pontuação (Ranson, APACHE II, BISAP) são mais úteis. A tomografia computadorizada do abdome com contraste é fundamental para avaliar a extensão da necrose pancreática e outras complicações, sendo geralmente realizada após 48-72 horas do início dos sintomas em casos de suspeita de gravidade. O tratamento da pancreatite aguda é primariamente de suporte, com hidratação venosa agressiva, analgesia e suporte nutricional. O uso de antibióticos é reservado para casos de infecção comprovada de necrose pancreática ou outras infecções, não sendo indicado profilaticamente. O manejo adequado é essencial para reduzir a morbimortalidade.
A etiologia mais frequente da pancreatite aguda é a biliar (cálculos na vesícula biliar que obstruem o ducto pancreático), seguida pelo consumo de álcool.
A Proteína C-Reativa (PCR) é um bom marcador prognóstico na pancreatite aguda; níveis elevados (>150 mg/L após 48h) indicam maior risco de pancreatite grave e complicações.
A tomografia computadorizada do abdome é indicada para avaliar a gravidade da pancreatite, identificar complicações (necrose, coleções fluidas, pseudocistos) e para o diagnóstico diferencial, geralmente após 48-72 horas do início dos sintomas em casos moderados a graves.
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