SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Certa paciente de 34 anos de idade procurou o prontosocorro com queixa de dor em andar superior do abdome, de forte intensidade, em faixa, irradiada para dorso, piorada com alimentação, associada a náuseas e vômitos pós-prandiais, iniciada há poucas horas. À admissão, foram coletados exames laboratoriais que evidenciaram aumento de amilase e lipase cerca de quatro vezes acima do valor máximo de referência. Nesse caso, a conduta adequada consiste em hidratação venosa,
Pancreatite aguda: Hidratação IV, dieta zero, analgesia e ecografia abdominal para etiologia.
A conduta inicial na pancreatite aguda inclui hidratação venosa vigorosa, dieta oral zero para repouso pancreático, analgesia adequada e investigação da etiologia, sendo a ecografia abdominal o exame de escolha para rastrear colelitíase, a causa mais comum.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve e autolimitada a grave e potencialmente fatal. A apresentação clínica clássica inclui dor epigástrica intensa, em faixa, irradiada para o dorso, associada a náuseas e vômitos. O diagnóstico é confirmado pela elevação de amilase e/ou lipase séricas em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, em conjunto com a clínica. A conduta inicial é fundamental e visa o suporte e a prevenção de complicações. Inclui hidratação venosa agressiva para manter a perfusão tecidual, dieta oral zero para colocar o pâncreas em repouso e reduzir a secreção de enzimas, e analgesia potente para controlar a dor. A investigação da etiologia é crucial, sendo a colelitíase a causa mais comum, seguida pelo alcoolismo. A ecografia de abdome é o exame de primeira linha para rastrear cálculos biliares. Antibióticos não são indicados rotineiramente na pancreatite aguda, a menos que haja evidência de infecção (por exemplo, necrose infectada). A tomografia computadorizada de abdome é geralmente reservada para casos de evolução desfavorável ou para avaliar complicações após as primeiras 48-72 horas. O manejo adequado e precoce impacta diretamente no prognóstico do paciente.
O diagnóstico de pancreatite aguda requer a presença de pelo menos dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação de amilase e/ou lipase séricas >3x o limite superior da normalidade, e achados de imagem compatíveis.
A hidratação venosa vigorosa é crucial para prevenir ou limitar a isquemia pancreática e sistêmica, reduzir a inflamação e manter a perfusão orgânica, sendo um pilar do tratamento inicial.
A tomografia de abdome com contraste é geralmente reservada para pacientes com evolução desfavorável após 48-72 horas de tratamento inicial, para avaliar complicações como necrose ou coleções. Não é um exame de rotina na admissão.
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