UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2022
Em relação à pancreatite aguda, é correto afirmar:
Pancreatite aguda biliar → Colecistectomia na mesma internação, preferencialmente após melhora clínica.
Em pacientes com pancreatite aguda de origem biliar, a colecistectomia deve ser realizada na mesma internação, preferencialmente após a resolução do quadro agudo, para prevenir novos episódios.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial para complicações sistêmicas e locais. A etiologia biliar, causada pela passagem de cálculos biliares pela ampola de Vater, é uma das causas mais comuns. O manejo inicial foca em suporte intensivo, hidratação vigorosa e controle da dor. Em pacientes com pancreatite aguda de origem biliar, a colecistectomia é um componente crucial do tratamento para prevenir recorrências. A recomendação atual é realizar a colecistectomia durante a mesma internação, uma vez que o quadro agudo tenha se resolvido e o paciente esteja clinicamente estável. Isso minimiza o risco de um novo episódio de pancreatite biliar. Outros pontos importantes no manejo incluem a não indicação de antibióticos profiláticos (apenas para infecção comprovada), a preferência pela nutrição enteral precoce sobre a parenteral (para manter a função intestinal e reduzir complicações) e a indicação de necrosectomia apenas para necrose infectada e sintomática, não para necrose estéril. Em casos de colangite aguda associada à pancreatite biliar, a drenagem da via biliar (geralmente por CPRE) é prioritária.
A colecistectomia é indicada na mesma internação para pacientes com pancreatite aguda biliar, preferencialmente após a melhora clínica e resolução da inflamação aguda, para prevenir novos episódios.
Não, o uso de antibióticos não é indicado profilaticamente na pancreatite aguda. Eles devem ser reservados para casos de infecção comprovada, como necrose infectada ou colangite associada.
A alimentação enteral é preferível à parenteral na pancreatite aguda, pois mantém a integridade da barreira intestinal, reduz o risco de infecções e é mais fisiológica, mesmo que o pâncreas esteja inflamado.
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