Conduta na Pancreatite Aguda Biliar Grave: Quando Operar?
SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025
Enunciado
Uma paciente de 52 anos compareceu ao pronto-socorro com dor em barra no abdome superior há dois dias, irradiada para as costas, associada a náuseas, vômitos e intolerância à dieta oral. Exames laboratoriais: Hb 14 g/dL, leucócitos 19.500/mm3, FAL 150 U/L, GGT 200 U/L, TGO 300 U/L, TGP 260 U/L, LDH 500 U/L, bilirrubina total 2,1 mg/dL, amilase 890 U/L, lipase 900 U/L, ureia 130 mg/dL e creatinina 2,2 mg/dL. Ultrassonografia de abdome: colelitíase, vesícula biliar não espessada e sem sinais aparentes de dilatação de vias biliares. Diante do quadro clínico, qual é a melhor conduta?
Alternativas
A) A paciente deve ser mantida em dieta zero, com reavaliação diária de enzimas pancreáticas. A partir do início do declínio das enzimas, é possível retomar a dieta por via oral, gradativamente.
B) Início imediato de dieta zero, hidratação vigorosa e antibioticoterapia endovenosa devem ser implantados nas primeiras 24 horas de internação para melhor prognóstico da paciente.
C) A colecistectomia deve ser evitada na internação atual, devendo-se aguardar pelo menos seis semanas para redução da morbidade pós-operatória.
D) Deve-se programar a CPRE com esfincterotomia, ainda durante a internação, para prevenção de complicações relacionadas à pancreatite aguda.
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