Pancreatite Aguda Biliar: Gás Retroperitoneal e Cirurgia

FMC/HEAA - Faculdade de Medicina de Campos - Hospital Álvaro Alvim (RJ) — Prova 2015

Enunciado

A respeito da pancreatite aguda biliar é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) A amilase é o melhor índice disponível para avaliar a extensão da necrose;
  2. B) A substituição do parênquima pancreático por cicatriz é a marca desta doença;
  3. C) A formação de pseudocistos é a sua principal complicação; 
  4. D) Sombras gasosas retroperitoniais na T.C. são indicação indiscutivel para operar;
  5. E) Nenhuma das anteriores. 

Pérola Clínica

Gás retroperitoneal na TC em pancreatite aguda → suspeita de necrose infectada → indicação cirúrgica.

Resumo-Chave

A presença de sombras gasosas retroperitoniais na Tomografia Computadorizada (TC) em um paciente com pancreatite aguda é um forte indicativo de necrose pancreática infectada, uma complicação grave que exige intervenção cirúrgica para desbridamento do tecido necrótico e controle da infecção.

Contexto Educacional

A pancreatite aguda biliar é uma condição inflamatória grave do pâncreas, frequentemente desencadeada pela obstrução do ducto biliar comum por cálculos. O diagnóstico é baseado em dor abdominal característica, elevação de amilase e/ou lipase séricas e achados de imagem. A evolução da doença pode variar de leve a grave, com desenvolvimento de necrose pancreática. A necrose pancreática é uma complicação séria, e quando essa necrose se infecta, a mortalidade aumenta significativamente. A Tomografia Computadorizada (TC) com contraste é o método de imagem de escolha para avaliar a extensão da necrose e identificar complicações. A presença de gás no retroperitônio, visível na TC, é um sinal patognomônico de necrose infectada, indicando a presença de microrganismos produtores de gás. Para residentes, é crucial reconhecer que a necrose pancreática infectada é uma emergência cirúrgica. A detecção de gás retroperitoneal na TC é uma indicação indiscutível para desbridamento cirúrgico (necrosectomia) ou drenagem percutânea, dependendo da extensão e localização da necrose. A amilase e lipase são úteis para o diagnóstico inicial, mas não para avaliar a extensão da necrose ou a gravidade da doença, que são melhor avaliadas por escores clínicos e de imagem.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da amilase e lipase na pancreatite aguda?

Amilase e lipase são marcadores diagnósticos da pancreatite aguda, elevando-se precocemente. No entanto, seus níveis não se correlacionam com a gravidade ou extensão da necrose pancreática, sendo a lipase mais específica e sensível.

Quais são as principais complicações da pancreatite aguda?

As principais complicações incluem necrose pancreática estéril ou infectada, pseudocistos pancreáticos, coleções líquidas agudas, fístulas, falência de órgãos (respiratória, renal, cardiovascular) e sepse.

Quando a cirurgia é indicada na pancreatite aguda?

A cirurgia é indicada principalmente para necrose pancreática infectada (confirmada por cultura ou presença de gás na TC), coleções infectadas, ou complicações como obstrução biliar persistente e pseudocistos sintomáticos que não respondem a outras abordagens.

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