UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2020
Uma mulher de 53 anos portadora de colelitíase é internada com quadro de pancreatite aguda. O momento adequado para a realização da colecistectomia é logo após a:
Pancreatite aguda biliar → colecistectomia após resolução do quadro, ainda internada, para prevenir recorrência.
Em pacientes com pancreatite aguda de etiologia biliar, a colecistectomia deve ser realizada após a resolução do quadro inflamatório agudo, preferencialmente durante a mesma internação. Isso previne a recorrência da pancreatite, que pode ser mais grave.
A pancreatite aguda biliar é uma condição inflamatória do pâncreas desencadeada pela presença de cálculos na vesícula biliar que migram e obstruem a via biliar comum ou a ampola de Vater. É a causa mais comum de pancreatite aguda, respondendo por cerca de 40-70% dos casos. O manejo inicial da pancreatite aguda, independentemente da etiologia, envolve suporte intensivo com hidratação venosa agressiva, analgesia e controle de náuseas e vômitos. A avaliação da gravidade é crucial para guiar a conduta e identificar pacientes de alto risco. Para pacientes com pancreatite aguda biliar, a colecistectomia é o tratamento definitivo para prevenir recorrências. O momento ideal para a cirurgia é um ponto importante na prática clínica e em questões de residência. As diretrizes atuais recomendam que a colecistectomia seja realizada após a resolução do quadro de pancreatite aguda, preferencialmente durante a mesma internação hospitalar. Isso minimiza o risco de um novo episódio de pancreatite, que pode ocorrer em até 30% dos pacientes se a cirurgia for adiada. A resolução do quadro é caracterizada pela melhora clínica do paciente, ausência de dor abdominal, normalização dos parâmetros inflamatórios e estabilidade hemodinâmica. Em casos de pancreatite biliar grave com colangite ou icterícia obstrutiva persistente, a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) com esfincterotomia e remoção de cálculos pode ser necessária antes da colecistectomia. No entanto, para a maioria dos casos leves a moderados, a colecistectomia eletiva durante a mesma internação é a conduta padrão para evitar complicações futuras.
A pancreatite aguda biliar é causada pela obstrução transitória da ampola de Vater por cálculos biliares ou lama biliar, levando ao refluxo de bile para o ducto pancreático ou à ativação prematura de enzimas pancreáticas.
A colecistectomia é indicada para remover a vesícula biliar e, consequentemente, a fonte dos cálculos biliares, prevenindo assim novos episódios de obstrução e recorrência da pancreatite aguda biliar, que pode ser mais grave a cada episódio.
A resolução do quadro de pancreatite é geralmente definida pela melhora clínica (ausência de dor abdominal, náuseas/vômitos), normalização ou tendência à normalização dos exames laboratoriais (amilase, lipase, PCR) e estabilidade hemodinâmica, sem sinais de complicações locais.
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