UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Paciente feminina, 50 anos de idade, apresenta quadro de pancreatite aguda biliar. Qual dos seguintes achados representa o melhor fator preditivo da persistência de cálculos na via biliar principal?
Elevação persistente da bilirrubina na pancreatite biliar → forte preditor de cálculo impactado na via biliar principal.
Na pancreatite aguda biliar, a elevação persistente da bilirrubina sérica é o melhor fator preditivo de que um cálculo biliar permanece impactado na via biliar principal (coledocolitíase). Isso indica uma obstrução contínua que necessita de intervenção, como a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE).
A pancreatite aguda biliar é a causa mais comum de pancreatite aguda, resultante da impactação de um cálculo biliar na ampola de Vater, obstruindo o ducto pancreático e/ou biliar comum. O diagnóstico inicial baseia-se na dor abdominal característica, elevação de amilase e lipase, e evidência de cálculos biliares. No entanto, a persistência de cálculos na via biliar principal (coledocolitíase) após o início da pancreatite é uma preocupação, pois pode levar a complicações como colangite e necrose pancreática. A elevação persistente da bilirrubina sérica é o melhor fator preditivo de coledocolitíase persistente. Isso ocorre porque a bilirrubina é conjugada no fígado e excretada na bile; sua elevação contínua indica uma obstrução ao fluxo biliar. Outros achados, como dilatação do colédoco à admissão, são sugestivos, mas a persistência da elevação da bilirrubina é mais indicativa de obstrução ativa. O manejo da pancreatite aguda biliar com coledocolitíase persistente frequentemente envolve a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) para esfincterotomia e remoção do cálculo. A decisão de realizar a CPRE é guiada por critérios clínicos, laboratoriais (como a bilirrubina persistente) e radiológicos, visando desobstruir a via biliar e prevenir complicações graves.
A bilirrubina é um marcador de obstrução biliar. Se ela permanece elevada, sugere que o cálculo ainda está impactando o ducto biliar comum, impedindo o fluxo normal da bile e causando icterícia obstrutiva.
Amilase e lipase são marcadores de lesão pancreática. Embora elevadas na pancreatite, seus níveis não predizem a persistência de cálculos na via biliar principal, pois podem normalizar mesmo com a obstrução biliar contínua.
A conduta geralmente envolve a realização de colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) para esfincterotomia e remoção do cálculo, especialmente se houver colangite associada ou piora clínica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo