Pancreatite Aguda Biliar: Colecistectomia e Prevenção

IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2024

Enunciado

Em relação ao diagnóstico e ao tratamento da Pancreatite Aguda (PA) é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) na análise laboratorial, devido à sua alta sensibilidade e especificidade, a amilase é o principal marcador sérico de PA, sendo o principal método de escolha.
  2. B) o nível elevado de triglicerídeos séricos não influencia o nível de amilase, como acontece no caso da lipase.
  3. C) diretrizes recentes recomendaram o uso rotineiro de antibióticos profiláticos em pacientes com PA.
  4. D) atualmente, existe uma terapia farmacológica especifica para o tratamento da PA, em que são utilizadas altas doses de corticoide.
  5. E) nos casos de PA de etiologia secundária à litíase biliar, a colecistectomia deve ser realizada, com objetivo na prevenção de episódios recorrentes de PA.

Pérola Clínica

Pancreatite Aguda biliar → colecistectomia para prevenir recorrências, idealmente na mesma internação.

Resumo-Chave

A colecistectomia é a conduta definitiva para prevenir recorrências de pancreatite aguda de etiologia biliar. É recomendada durante a mesma internação, após a resolução do quadro agudo, ou precocemente em casos leves.

Contexto Educacional

A Pancreatite Aguda (PA) é uma condição inflamatória do pâncreas, com etiologia multifatorial, sendo a litíase biliar e o consumo excessivo de álcool as causas mais comuns. Caracteriza-se por dor abdominal súbita e intensa, geralmente epigástrica, que irradia para o dorso, acompanhada de náuseas, vômitos e distensão abdominal. A gravidade varia desde quadros leves e autolimitados até formas graves com falência de múltiplos órgãos e alta mortalidade. O diagnóstico da PA requer a presença de pelo menos dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação da amilase e/ou lipase séricas (pelo menos 3 vezes o limite superior da normalidade) e achados característicos em exames de imagem (tomografia computadorizada ou ressonância magnética). A lipase é considerada um marcador mais sensível e específico que a amilase. A identificação da etiologia é crucial para o manejo e prevenção de recorrências. O tratamento da PA é primariamente de suporte, incluindo hidratação venosa agressiva, analgesia adequada e suporte nutricional. Não há terapia farmacológica específica para a inflamação pancreática. Em casos de pancreatite biliar, a colecistectomia é fundamental para prevenir novos episódios e deve ser realizada idealmente durante a mesma internação para casos leves, ou após a estabilização do paciente em casos mais graves. O uso de antibióticos profiláticos não é recomendado e deve ser reservado para infecções comprovadas.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais marcadores laboratoriais para o diagnóstico de Pancreatite Aguda?

Os principais marcadores são a amilase e a lipase séricas. A lipase é geralmente preferida por sua maior especificidade e sensibilidade, permanecendo elevada por mais tempo e sendo menos afetada por outras condições.

Quando a colecistectomia é indicada em pacientes com Pancreatite Aguda?

A colecistectomia é indicada em todos os pacientes com pancreatite aguda de etiologia biliar para prevenir recorrências. Em casos leves, deve ser realizada durante a mesma internação; em casos graves, após a resolução do quadro inflamatório agudo.

Qual o papel dos antibióticos no tratamento da Pancreatite Aguda?

Antibióticos profiláticos não são recomendados rotineiramente na pancreatite aguda. Seu uso é restrito a casos de infecção comprovada de necrose pancreática ou em pacientes com colangite concomitante.

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