UFRN/EMCM - Escola Multicampi de Ciências Médicas (RN) — Prova 2021
Uma mulher de 53 anos portadora de colelitíase é internada com quadro de pancreatite aguda. O momento adequado para a realização da colecistectomia é logo após a:
Pancreatite biliar → colecistectomia na mesma internação após resolução do quadro.
Em casos de pancreatite aguda biliar, a colecistectomia deve ser realizada durante a mesma internação, após a resolução do quadro inflamatório agudo, para prevenir novos episódios de pancreatite ou outras complicações biliares.
A pancreatite aguda biliar é uma condição inflamatória grave do pâncreas, sendo a colelitíase a causa mais comum. É crucial para residentes e cirurgiões compreenderem o manejo adequado para prevenir complicações e recorrências. A identificação da etiologia biliar é fundamental para o planejamento terapêutico. A fisiopatologia envolve a obstrução do ducto biliar comum ou da ampola de Vater por cálculos, levando ao refluxo de bile para o ducto pancreático e ativação prematura de enzimas pancreáticas. O diagnóstico é baseado em dor abdominal característica, elevação de amilase e lipase, e achados de imagem. Uma vez confirmada a etiologia biliar, a remoção da vesícula biliar é a medida definitiva para prevenir novos episódios. O tratamento inicial da pancreatite aguda é de suporte, com hidratação venosa, analgesia e manejo de complicações. Após a resolução do quadro agudo, a colecistectomia laparoscópica é o tratamento definitivo. Recomenda-se que a cirurgia seja realizada durante a mesma internação, especialmente em casos de pancreatite leve a moderada, para evitar a recorrência da doença.
A pancreatite aguda biliar é causada principalmente pela obstrução transitória da ampola de Vater por cálculos biliares ou lama biliar, que impede o fluxo de bile e sucos pancreáticos, levando à autodigestão do pâncreas.
A colecistectomia é indicada para todos os pacientes com pancreatite aguda biliar, sendo o momento ideal logo após a resolução do quadro inflamatório agudo, preferencialmente durante a mesma internação, para prevenir recorrências.
Adiar a colecistectomia aumenta significativamente o risco de recorrência da pancreatite aguda, além de outras complicações biliares como colecistite aguda, coledocolitíase e colangite, que podem exigir novas internações e procedimentos de emergência.
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