Pancreatite Aguda Biliar: Diagnóstico e Manejo

Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021

Enunciado

Em relação à pancreatite aguda biliar, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A ultrassonografia endoscópica pode ser tecnicamente desafiadora nos pacientes com pancreatite aguda grave, devido à deformidade duodenal.
  2. B) Nos pacientes cujo diagnóstico de pancreatite biliar aguda seja obtido por ultrassonografia, a imagem do ducto colédoco não é necessária.
  3. C) Se a presença de cálculos no ducto colédoco for confirmada, uma colecistectomia com exploração do ducto colédoco não deve ser realizada durante a hospitalização.
  4. D) Se a pancreatite for grave, não se deve mais permitir que a inflamação diminua, antes de se realizar uma colecistectomia durante a internação.
  5. E) A colecistectomia deve ser adiada em pacientes com pancreatite aguda grave/necrosante.

Pérola Clínica

Pancreatite aguda grave → USG endoscópica desafiadora por deformidade duodenal.

Resumo-Chave

A ultrassonografia endoscópica (USE) é uma ferramenta valiosa para detectar cálculos biliares e microlitíase, mas sua acurácia pode ser comprometida em casos de pancreatite aguda grave devido ao edema e deformidade do duodeno, dificultando o acesso e a visualização.

Contexto Educacional

A pancreatite aguda biliar é uma condição inflamatória do pâncreas desencadeada pela obstrução do ducto biliar comum por cálculos. Representa a causa mais comum de pancreatite aguda, sendo crucial seu diagnóstico e manejo adequados para prevenir recorrências e complicações graves. A gravidade da pancreatite influencia diretamente as decisões terapêuticas e o prognóstico do paciente. O diagnóstico da etiologia biliar é fundamental e frequentemente inicia com ultrassonografia abdominal. No entanto, a ultrassonografia endoscópica (USE) oferece maior sensibilidade para detectar microlitíase ou cálculos no colédoco. É importante notar que, em pacientes com pancreatite aguda grave, o edema e a inflamação podem causar deformidade duodenal, tornando a USE tecnicamente desafiadora e limitando sua utilidade diagnóstica em alguns cenários. O tratamento definitivo da pancreatite aguda biliar envolve a colecistectomia para remover a fonte dos cálculos. O timing da cirurgia depende da gravidade da pancreatite: em casos leves, a colecistectomia é recomendada durante a mesma internação para evitar novos episódios. Em pancreatite grave ou necrosante, a cirurgia é geralmente adiada até que a inflamação diminua e o paciente esteja clinicamente estável, minimizando os riscos cirúrgicos em um contexto de alta morbidade.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da ultrassonografia endoscópica na pancreatite aguda biliar?

A ultrassonografia endoscópica (USE) é altamente sensível para detectar cálculos biliares e microlitíase, sendo útil para confirmar a etiologia biliar da pancreatite. Contudo, em casos graves, pode ser tecnicamente difícil devido ao edema e deformidade duodenal.

Quando a colecistectomia é indicada em pacientes com pancreatite aguda biliar?

Em pancreatite aguda biliar leve, a colecistectomia deve ser realizada durante a mesma internação para prevenir recorrências. Em casos graves, a cirurgia é geralmente adiada até a resolução da inflamação e estabilização clínica do paciente.

Quais são as principais complicações da pancreatite aguda biliar?

As complicações incluem necrose pancreática, infecção da necrose, pseudocisto, fístula pancreática, insuficiência orgânica (respiratória, renal) e sepse. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para o prognóstico.

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