Pancreatite Aguda Biliar: Quando Indicar Colecistectomia?

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2015

Enunciado

Uma paciente de 37 anos de idade encontra-se internada em hospital de referência há dois dias, com diagnóstico clínico e laboratorial de pancreatite aguda leve. Nega quadro semelhante previamente. O ultrassom abdominal realizado na admissão mostrou colelitíase (cálculos múltiplos) sem dilatação de vias biliares intra e extra-hepáticas. Os exames séricos realizados na admissão mostraram: • Hemoglobina = 12 g/dL (valor normal = 11 a 15 g/dL); • Hematócrito = 36% (valor normal = 35 a 45%); • Glóbulos brancos (GB) = 11.000 mm³ (9% de bastonetes e 80% de segmentados – valores normais: GB entre 4.000 e 11.000 mm³ com menos de 10% de bastonetes); • Amilase = 2.120 mg/dL (até 120 mg/dL); • TGO = 76 (até 40 mg/dL); TGP = 60 (até 25 mg/dL); • Bilirrubina total = 0,6 (até 0,8 mg/dL); • Bilirrubina direta = 0,4 (até 0,5 mg/dL); • Sódio = 134 mEq/L (valor normal entre 135 e 145 mEq/L); • Potássio = 3,6 mEq/L (valor normal entre 3,5 e 4,5 mEq/L). Com o tratamento instituído, houve melhora quase completa da dor abdominal e a paciente teve boa aceitação da dieta que foi liberada. Qual a próxima etapa que deveria ser adotada no planejamento terapêutico dessa paciente?

Alternativas

  1. A) Agendamento de colecistectomia nessa mesma internação pelo risco de recorrência da pancreatite.
  2. B) Colecistectomia em um período de até três meses para permitir que o processo inflamatório regrida completamente.
  3. C) Agendamento de colangiografia endoscópica retrógada para avaliação do colédoco como preparo para colecistectomia.
  4. D) Alta hospitalar com retorno ambulatorial e colecistectomia, se houver mais um episódio de pancreatite aguda nos próximos doze meses.

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