UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2023
Paciente feminina, de 50 anos, com 90 kg de peso e 169 cm de altura, apresentou quadro de dor no abdômen superior. Exames laboratoriais indicaram lipase de 3.000 U/l, ALT de 300 U/l, hemoglobina de 11 g/dl e leucograma com 12.000 leucócitos/mm³ , sem desvio. Ultrassonografia abdominal mostrou múltiplos cálculos na vesícula biliar com colédoco medindo 5 mm. Assinale a assertiva que contempla a conduta mais adequada.
Pancreatite aguda biliar (cálculos + ALT ↑) → colecistectomia na mesma internação para prevenir recorrência.
Em pacientes com pancreatite aguda de etiologia biliar (confirmada por cálculos na vesícula e ALT elevada), a colecistectomia videolaparoscópica deve ser realizada durante a mesma internação, preferencialmente após a resolução do quadro agudo, para prevenir recorrências. A colangiografia intraoperatória pode ser útil para avaliar a via biliar principal.
A pancreatite aguda biliar é a causa mais comum de pancreatite aguda, resultante da obstrução transitória ou persistente do ducto biliar comum por cálculos provenientes da vesícula. O diagnóstico é estabelecido pela presença de cálculos na ultrassonografia abdominal e elevação de enzimas hepáticas, especialmente ALT > 3 vezes o limite superior da normalidade. A conduta inicial envolve medidas de suporte, como hidratação intravenosa vigorosa e analgesia. Uma vez que o quadro agudo de pancreatite esteja em resolução, a colecistectomia videolaparoscópica é a intervenção definitiva para prevenir recorrências e deve ser realizada durante a mesma internação, idealmente nos primeiros 7 dias para casos leves a moderados. A colangiografia intraoperatória pode ser realizada durante a colecistectomia para identificar e remover cálculos residuais na via biliar principal. A colangiografia endoscópica retrógrada (ERCP) é reservada para pacientes com evidência clara de coledocolitíase obstrutiva ou colangite aguda, geralmente antes ou durante a colecistectomia.
A etiologia biliar é sugerida pela presença de cálculos na vesícula biliar à ultrassonografia, elevação de enzimas hepáticas (ALT > 3x o limite superior da normalidade), e, em alguns casos, dilatação do colédoco ou icterícia.
A conduta inicial inclui hidratação vigorosa, analgesia e suporte. Após a estabilização e resolução do quadro agudo, a colecistectomia videolaparoscópica é indicada na mesma internação para prevenir recorrências.
A ERCP é indicada em casos de pancreatite biliar com colangite aguda, icterícia obstrutiva persistente, ou forte evidência de coledocolitíase (dilatação do colédoco, cálculos visíveis na via biliar principal).
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