UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2024
Paciente de 45 anos é admitido no pronto-socorro do Hospital Municipal de Paracatu, com queixa de dor abdominal. O paciente apresenta uma dor em região epigástrica, irradiada para o dorso. Você suspeita que o paciente está com um quadro de pancreatite aguda. Sobre o tratamento da pancreatite aguda, assinale a alternativa CORRETA.
Pancreatite aguda: Dieta oral precoce (24-72h) se dor controlada e sem íleo é segura e benéfica.
A reintrodução da dieta oral em pacientes com pancreatite aguda leve a moderada, assim que a dor estiver controlada e não houver sinais de íleo paralítico, é recomendada. Isso ajuda a manter a integridade da barreira intestinal e pode reduzir complicações.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial de complicações sistêmicas. Sua incidência tem aumentado globalmente, e o manejo adequado é crucial para o prognóstico do paciente. As principais causas incluem cálculos biliares e alcoolismo. O diagnóstico é baseado em dor abdominal característica, elevação de enzimas pancreáticas (amilase e lipase) e achados de imagem. A avaliação da gravidade é fundamental para guiar a conduta, utilizando escores como Ranson ou APACHE II. A fisiopatologia envolve a ativação prematura de enzimas digestivas dentro do pâncreas, levando à autodigestão do órgão. O tratamento inicial foca em suporte, hidratação venosa agressiva, analgesia e manejo de complicações. A reintrodução da dieta oral precoce é um pilar do tratamento moderno, promovendo a recuperação intestinal. Antibióticos são reservados para infecção comprovada, e a cirurgia é indicada apenas para complicações específicas, como necrose infectada ou coleções.
A dieta oral precoce (24-72h) é segura e benéfica em pancreatite aguda leve a moderada, desde que o paciente tolere e a dor esteja controlada. Ela ajuda a manter a integridade da barreira intestinal.
Antibióticos não são rotineiramente indicados na pancreatite aguda. Seu uso é restrito a casos de infecção comprovada ou suspeita de necrose infectada, guiado por cultura ou evidência clínica.
Não, o manejo eficaz da dor é crucial. Opioides podem ser usados com segurança, e a preocupação com o espasmo do esfíncter de Oddi é menos relevante clinicamente do que o controle adequado da dor.
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