Pancreatite Aguda Biliar: Diagnóstico e Achados Ultrassonográficos

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021

Enunciado

Mulher de 49 anos procura atendimento com relato de dor epigástrica intensa há 3 dias que se irradia para o dorso, associada a náuseas, vômitos e febre de 37,4°C. No interrogatório complementar, refere intolerância a alimentos gordurosos. A equipe médica solicitou alguns exames laboratoriais (amilasemia = 672 U/L; valor de referência: entre 20 e 160 U/L). O achado ultrassonográfico esperado, compatível com o quadro da paciente, seria:

Alternativas

  1. A) vesícula em porcelana.
  2. B) presença de microcálculos na vesícula biliar.
  3. C) presença de pólipos na vesícula biliar.
  4. D) carcinoma da vesícula biliar.
  5. E) presença de cálculo único de 2 cm.

Pérola Clínica

Dor epigástrica irradiada dorso + amilase ↑ + intolerância gordura → Pancreatite aguda biliar = microcálculos.

Resumo-Chave

O quadro clínico de dor epigástrica intensa irradiada para o dorso, associada a náuseas, vômitos e amilasemia elevada, sugere pancreatite aguda. A intolerância a alimentos gordurosos é um forte indício de etiologia biliar, sendo a presença de microcálculos na vesícula biliar o achado ultrassonográfico mais compatível.

Contexto Educacional

A pancreatite aguda é uma inflamação súbita do pâncreas, caracterizada por dor abdominal intensa, geralmente epigástrica e irradiada para o dorso, acompanhada de náuseas, vômitos e elevação das enzimas pancreáticas. A etiologia biliar, principalmente por colelitíase ou microcálculos, é a causa mais comum, seguida pelo alcoolismo. O diagnóstico da pancreatite aguda baseia-se na presença de dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação da amilase e/ou lipase sérica em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, e achados de imagem compatíveis. A intolerância a alimentos gordurosos na história clínica é um forte indício de etiologia biliar. A ultrassonografia abdominal é o exame de imagem inicial de escolha para investigar a etiologia biliar, podendo identificar colelitíase, microcálculos ou dilatação das vias biliares. O tratamento é de suporte, com hidratação venosa, analgesia e jejum, e o manejo da causa subjacente, como a colecistectomia em casos de pancreatite biliar.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da pancreatite aguda?

Os sintomas clássicos incluem dor epigástrica intensa, frequentemente irradiada para o dorso, associada a náuseas, vômitos e, por vezes, febre e icterícia.

Qual o papel da amilasemia e lipasemia no diagnóstico da pancreatite aguda?

A amilasemia e, principalmente, a lipasemia elevadas (geralmente 3 vezes o limite superior da normalidade) são marcadores bioquímicos importantes para o diagnóstico da pancreatite aguda, confirmando a lesão pancreática.

Por que a ultrassonografia é importante na pancreatite aguda?

A ultrassonografia abdominal é crucial para identificar a etiologia biliar da pancreatite aguda, detectando colelitíase, microcálculos ou dilatação das vias biliares, que são as causas mais comuns.

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