FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025
Em relação a pancreatite, assinalar a resposta incorreta:
Óbito precoce na pancreatite (<2 sem) = SIRS; Óbito tardio (>2 sem) = Infecção.
A mortalidade na pancreatite aguda segue um padrão bimodal: a fase inicial é marcada pela SIRS e falência orgânica, enquanto a fase tardia é dominada por complicações infecciosas da necrose.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória com espectro clínico variável. A etiologia biliar e o alcoolismo respondem pela maioria dos casos. A fisiopatologia envolve a ativação intrínseca do tripsinogênio em tripsina, desencadeando uma cascata de autodigestão tecidual. A gravidade é definida pela presença de falência orgânica (escore de Marshall) e complicações locais como necrose e coleções. É fundamental compreender a cronologia das complicações: na primeira semana, o foco é a estabilização hemodinâmica e manejo da SIRS. Após a segunda semana, a preocupação desloca-se para a necrose pancreática infectada, que frequentemente exige intervenção (preferencialmente minimamente invasiva). O pseudocisto é uma complicação tardia que só deve ser drenada se causar sintomas ou complicações como obstrução ou infecção.
O pseudocisto é uma coleção líquida peripancreática encapsulada, com parede bem definida, que ocorre geralmente após 4 semanas do início da pancreatite aguda, sem componentes sólidos em seu interior.
A obesidade está associada a um estado pró-inflamatório crônico e maior acúmulo de gordura peripancreática, o que predispõe a uma necrose mais extensa e maior risco de falência orgânica sistêmica.
O sangramento ocorre devido à erosão de vasos sanguíneos (como a artéria esplênica) pelas enzimas pancreáticas ativadas ou pela formação de pseudoaneurismas que podem romper.
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