Pancreatite Aguda: Diagnóstico por Imagem e Sintomas

SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2020

Enunciado

Paciente de 58 anos, do sexo masculino, apresenta dor abdominal difusa de forte intensidade que se refere nunca ter sentido anteriormente. Realizou tomografia computadorizada do abdome que mostrou aumento do volume pancreático, com hipodensidade difusa, limites imprecisos e infiltração da gordura perivisceral. O diagnóstico provável é

Alternativas

  1. A) pancreatite aguda.
  2. B) pancreatite crônica.
  3. C) pseudocisto de pâncreas.
  4. D) adenocarcinoma de pâncreas.
  5. E) cistoadenocarcinoma de pâncreas.

Pérola Clínica

Dor abdominal aguda + achados tomográficos de inflamação pancreática = Pancreatite Aguda.

Resumo-Chave

A dor abdominal difusa de forte intensidade, associada a achados tomográficos como aumento do volume pancreático, hipodensidade difusa, limites imprecisos e infiltração da gordura perivisceral, são altamente sugestivos de pancreatite aguda. Estes achados refletem o processo inflamatório e edematoso do pâncreas.

Contexto Educacional

A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial para complicações sistêmicas e locais. É uma causa comum de dor abdominal aguda intensa, exigindo diagnóstico e manejo rápidos. As principais etiologias incluem cálculos biliares e alcoolismo, mas outras causas como hipertrigliceridemia e medicamentos também devem ser consideradas. O diagnóstico da pancreatite aguda é estabelecido pela presença de dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação de amilase e/ou lipase séricas em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, e achados característicos em exames de imagem. A tomografia computadorizada do abdome é fundamental para avaliar a extensão da inflamação, identificar complicações como necrose e coleções líquidas, e auxiliar no estadiamento da gravidade. O tratamento da pancreatite aguda é primariamente de suporte, incluindo hidratação intravenosa agressiva, analgesia e manejo da nutrição. Em casos de etiologia biliar, a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) pode ser indicada. O prognóstico depende da gravidade da doença, sendo que a identificação precoce e o manejo adequado das complicações são cruciais para reduzir a morbimortalidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas clássicos da pancreatite aguda?

O sintoma mais característico é dor abdominal súbita e intensa, geralmente epigástrica, que pode irradiar para o dorso, acompanhada de náuseas, vômitos e distensão abdominal.

Quais achados na tomografia computadorizada sugerem pancreatite aguda?

A tomografia pode mostrar aumento difuso ou focal do pâncreas, hipodensidade parenquimatosa, borramento da gordura peripancreática, coleções líquidas e, em casos graves, necrose pancreática.

Como diferenciar pancreatite aguda de crônica pela imagem?

A pancreatite aguda apresenta edema e inflamação, enquanto a crônica pode mostrar calcificações, dilatação do ducto pancreático, atrofia glandular e pseudocistos antigos, refletindo fibrose e dano permanente.

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