UFRGS/HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre (RS) — Prova 2020
Considere as assertivas abaixo sobre a avaliação de um paciente com suspeita de pancreatite aguda.I - Valores de amilasemia superiores a 4 vezes o valor normal são específicos para o diagnóstico da doença. II - Cálculos biliares na vesícula biliar com mais de 10 mm de diâmetro representam risco alto para o desenvolvimento da doença. III - Quadro grave da doença caracteriza-se pela falência de múltiplos órgãos persistente por mais de 48 horas ou pela presença de complicações pancreáticas e peripancreáticas, como necrose ou pseudocistos.Quais são corretas?
Diagnóstico de pancreatite aguda: dor abdominal típica + amilase/lipase > 3x LSN + achados de imagem.
O diagnóstico de pancreatite aguda requer a presença de pelo menos dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação da amilase ou lipase sérica em pelo menos três vezes o limite superior do normal, e achados característicos em exames de imagem. Embora a lipase seja mais específica, elevações significativas da amilase (como >4x LSN) são fortes indicadores.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial para complicações sistêmicas e locais. O diagnóstico precoce e a avaliação da gravidade são fundamentais para o manejo adequado e para a redução da morbimortalidade. As principais causas incluem cálculos biliares e alcoolismo. O diagnóstico da pancreatite aguda baseia-se em critérios clínicos, laboratoriais e de imagem. A dor abdominal aguda, de início súbito, intensa e epigástrica com irradiação para o dorso, é um sintoma cardinal. Laboratorialmente, a elevação da amilase ou lipase sérica em pelo menos três vezes o limite superior do normal é um marcador chave. Embora a lipase seja mais específica para o pâncreas, elevações muito altas da amilase são fortemente sugestivas. Exames de imagem, como a tomografia computadorizada, confirmam o diagnóstico e avaliam a extensão da inflamação e a presença de complicações. A avaliação da gravidade é crucial e pode ser feita por sistemas de pontuação (Ranson, APACHE II) e pela classificação de Atlanta (2012). Esta última define pancreatite grave pela presença de falência orgânica persistente (respiratória, renal ou cardiovascular) por mais de 48 horas. Complicações locais, como necrose pancreática e pseudocistos, embora importantes, por si só, sem falência orgânica persistente, caracterizam a pancreatite moderadamente grave. O manejo inicial inclui suporte hidroeletrolítico agressivo, analgesia e controle de náuseas.
O diagnóstico de pancreatite aguda é estabelecido pela presença de pelo menos dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação da amilase ou lipase sérica em pelo menos três vezes o limite superior do normal, e achados característicos em exames de imagem (TC ou RM).
Ambas são enzimas elevadas na pancreatite aguda, mas a lipase é considerada mais específica e sensível que a amilase, permanecendo elevada por mais tempo. A amilase pode se elevar em outras condições não pancreáticas.
A classificação de Atlanta (2012) define pancreatite aguda grave pela presença de falência orgânica persistente (>48 horas). A pancreatite moderadamente grave apresenta falência orgânica transitória (<48h) ou complicações locais/sistêmicas.
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