FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2023
De acordo com as recentes diretrizes do manejo da pancreatite aguda (PA), são consideradas recomendações nível IA de evidência, exceto:
PA: ATB profilático NÃO recomendado; CPRE de rotina NÃO indicada; Drenagem percutânea na necrose infectada é 1ª linha.
As diretrizes atuais de pancreatite aguda enfatizam a não recomendação de antibióticos profiláticos e CPRE de rotina. A abordagem step-up com drenagem percutânea é preferida para necrose infectada. A hipertrigliceridemia é causa de PA quando >1000 mg/dL, mas esta é uma informação diagnóstica, não uma recomendação de manejo nível IA.
A pancreatite aguda (PA) é uma condição inflamatória do pâncreas com diversas etiologias, sendo as mais comuns a litíase biliar e o consumo de álcool. O manejo da PA tem evoluído significativamente, com diretrizes baseadas em evidências que visam otimizar os resultados e reduzir a morbidade e mortalidade. É crucial que residentes estejam atualizados com essas recomendações para uma prática clínica segura e eficaz. Entre as recomendações de alto nível de evidência (IA), destaca-se a não indicação de antibióticos profiláticos de rotina, pois não demonstram benefício significativo. Da mesma forma, a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) de rotina em PA por cálculos biliares não é indicada, sendo reservada para situações específicas como colangite aguda. Para a necrose pancreática infectada, a abordagem "step-up" com drenagem percutânea como primeira linha é preferida, postergando a cirurgia para um momento mais oportuno ou evitando-a completamente. A colecistectomia laparoscópica é recomendada durante a mesma internação para pacientes com PA leve por cálculos biliares, a fim de prevenir recorrências. Embora a hipertrigliceridemia seja uma causa reconhecida de PA quando os níveis séricos de triglicerídeos excedem 1000 mg/dL, esta é uma informação diagnóstica sobre a etiologia, e não uma recomendação de manejo nível IA no mesmo sentido das outras alternativas, que tratam de intervenções terapêuticas ou profiláticas.
Antibióticos não são recomendados profilaticamente na pancreatite aguda. Eles são indicados apenas em casos de infecção comprovada, como necrose pancreática infectada ou outras infecções extrapancreáticas.
A CPRE de rotina não é indicada na pancreatite aguda biliar. Ela é reservada para casos com colangite aguda concomitante ou obstrução biliar persistente, geralmente nas primeiras 24-72 horas.
A hipertrigliceridemia grave (geralmente >1000 mg/dL) pode causar pancreatite aguda. Os triglicerídeos são hidrolisados por lipases pancreáticas, liberando ácidos graxos livres tóxicos que danificam as células acinares e o endotélio vascular.
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