Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Com relação à pancreatite aguda, podemos afirmar, EXCETO:
Amilase sérica ↑ em >80% dos casos de pancreatite aguda, não 30%.
A amilase sérica é um marcador importante na pancreatite aguda, elevando-se em mais de 80% dos casos, mas sua elevação não se correlaciona diretamente com a gravidade da doença. A lipase é mais específica e sensível.
A pancreatite aguda é uma inflamação súbita do pâncreas que pode variar de uma doença leve e autolimitada a uma condição grave com falência de múltiplos órgãos e alta mortalidade. É uma emergência médica comum, e a compreensão de sua etiologia, apresentação clínica e diagnóstico é crucial para o manejo adequado. A etiologia biliar, principalmente por cálculos biliares impactados na ampola de Vater, é a causa mais frequente, respondendo por uma parcela significativa dos casos. A apresentação clínica da pancreatite aguda é bastante variável, desde um desconforto abdominal leve até um quadro de dor intensa, náuseas, vômitos, febre e, em casos graves, choque hipovolêmico e falência orgânica. O diagnóstico é estabelecido pela combinação de dor abdominal característica, elevação de enzimas pancreáticas (amilase e lipase) no soro e, em alguns casos, achados de imagem. A lipase é geralmente considerada mais específica e sensível que a amilase para o diagnóstico. É importante ressaltar que, embora a amilase esteja elevada na maioria dos casos (mais de 80%), sua elevação não é proporcional à gravidade da doença. A avaliação da gravidade é feita por critérios clínicos e laboratoriais (como os critérios de Ranson ou APACHE II) e por exames de imagem, como a tomografia computadorizada com contraste, que pode identificar necrose pancreática e outras complicações. O tratamento inicial é de suporte, com hidratação venosa agressiva, analgesia e controle de náuseas.
As duas principais causas da pancreatite aguda são a litíase biliar (cerca de 40-70% dos casos) e o consumo de álcool (cerca de 25-35% dos casos). Outras causas incluem hipertrigliceridemia, medicamentos e trauma.
O diagnóstico de pancreatite aguda requer a presença de dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação da amilase ou lipase sérica em pelo menos 3 vezes o limite superior da normalidade, e achados de imagem compatíveis (tomografia computadorizada).
Não, os níveis de amilase e lipase sérica, embora essenciais para o diagnóstico, não se correlacionam com a gravidade da pancreatite aguda. A avaliação da gravidade é feita por sistemas de pontuação como Ranson ou APACHE II, e por achados de imagem.
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