UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2021
Homem de 58 anos, no terceiro dia de internação por pancreatite aguda secundária ao uso de álcool, confirmada por ultrassonografia. Ainda está com dor abdominal, necessitando de analgesia. Exame físico: abdome pouco distendido e hipertimpânico, ruídos hidroaéreos normais, doloroso, mas sem massas palpáveis. Permanece estável hemodinamicamente, com função renal normal e SatO₂ em ar ambiente 92%. De acordo com o escore de Marshall, está indicada a esse paciente:
Pancreatite aguda leve/moderada: alta após melhora clínica e dor controlada, sem necessidade de imagem de rotina.
Pacientes com pancreatite aguda leve a moderada, que apresentam melhora clínica (dor controlada, estabilidade hemodinâmica, sem sinais de disfunção orgânica progressiva), podem receber alta hospitalar. Exames de imagem avançados como TC ou RM não são indicados rotineiramente para todos os pacientes, mas sim em casos de piora clínica, suspeita de complicações ou para reavaliação.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial de morbimortalidade significativa. As causas mais comuns incluem cálculos biliares e consumo excessivo de álcool. O diagnóstico é baseado na presença de dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação de amilase/lipase sérica > 3x o limite superior da normalidade e achados de imagem compatíveis. A estratificação da gravidade, muitas vezes realizada por escores como o de Marshall, é crucial para guiar o manejo. O manejo inicial da pancreatite aguda é de suporte, incluindo hidratação venosa agressiva, analgesia e suporte nutricional. A maioria dos casos de pancreatite aguda é leve e autolimitada, com resolução espontânea em poucos dias. Nesses pacientes, exames de imagem avançados como a tomografia computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) não são indicados de rotina, a menos que haja dúvida diagnóstica ou suspeita de complicações. A alta hospitalar pode ser considerada quando o paciente apresenta melhora clínica significativa, com controle da dor abdominal, tolerância à dieta oral e ausência de sinais de disfunção orgânica ou complicações. A realização de exames de imagem de rotina antes da alta em pacientes com pancreatite leve ou em melhora não é recomendada, pois não altera a conduta e expõe o paciente a custos e radiação desnecessários. A TC é reservada para pacientes com piora clínica, febre persistente ou suspeita de necrose/infecção.
A tomografia de abdome com contraste é indicada na pancreatite aguda em casos de dúvida diagnóstica, ausência de melhora clínica após 48-72 horas de tratamento, ou suspeita de complicações como necrose, coleções ou infecção.
Os critérios incluem melhora significativa da dor abdominal, tolerância à dieta oral, estabilidade hemodinâmica, ausência de febre e de sinais de disfunção orgânica progressiva, sem necessidade de exames de imagem de rotina se o quadro for leve/moderado.
O escore de Marshall avalia a presença e a gravidade da disfunção orgânica na pancreatite aguda, considerando parâmetros respiratórios, renais e cardiovasculares, auxiliando na estratificação de risco e prognóstico.
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