IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2021
Paciente mulher, 60 anos, obesidade grau 1, apresenta quadro de dor abdominal no andar superior do abdômen associado a vômitos de cerca de 10 horas de evolução. Na história prévia é hipertensa e usa diuréticos e já foi submetida à cirurgia de apendicectomia e histerectomia. Ao exame está desidratada e tem dor à palpação difusa do abdômen, peristaltismo diminuído. Giordano, Murphy, sinal do obturador negativos. A radiografia de abdômen mostra imagens de distensão de alças de delgado e níveis hidroaéreos. Sobre o quadro clínico dessa paciente, é CORRETO afirmar que:
Pancreatite aguda = Dor abdominal + Amilase/Lipase > 3x LSN. ALT > 60U/L → Etiologia biliar.
O diagnóstico de pancreatite aguda requer dois de três critérios: dor abdominal característica, amilase ou lipase sérica > 3x o limite superior da normalidade, e achados de imagem compatíveis. Uma ALT > 3x o limite superior da normalidade (ou > 60 U/L) é um forte preditor de etiologia biliar para a pancreatite.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que se manifesta com dor abdominal intensa, geralmente no andar superior do abdômen, e frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos. O diagnóstico é clínico e laboratorial, sendo confirmado pela presença de pelo menos dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação da amilase ou lipase sérica em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, e achados de imagem compatíveis (ultrassonografia ou tomografia computadorizada). A etiologia da pancreatite aguda é multifatorial, mas a colelitíase e o alcoolismo são as causas mais comuns. No contexto de uma paciente com dor abdominal superior e vômitos, a suspeita de pancreatite é pertinente. A elevação da alanina aminotransferase (ALT) sérica acima de 3 vezes o limite superior da normalidade, ou especificamente acima de 60 U/L, é um forte preditor de que a pancreatite aguda tem origem biliar, indicando a presença de cálculos biliares como fator desencadeante. Embora a radiografia de abdômen possa mostrar distensão de alças e níveis hidroaéreos, o que sugere obstrução intestinal, esses achados são inespecíficos para pancreatite aguda e não a confirmam. A imagem é mais útil para excluir outras causas de abdome agudo. Portanto, a combinação de clínica, enzimas pancreáticas elevadas e, se necessário, exames de imagem mais específicos como ultrassonografia abdominal ou tomografia, são essenciais para o diagnóstico e para guiar o manejo adequado.
O diagnóstico de pancreatite aguda é estabelecido pela presença de pelo menos dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação da amilase ou lipase sérica em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, e achados de imagem (TC ou USG) compatíveis.
Uma elevação da ALT (alanina aminotransferase) sérica acima de 3 vezes o limite superior da normalidade (ou > 60 U/L) é um forte indicador de que a pancreatite aguda tem etiologia biliar, geralmente por colelitíase.
A radiografia de abdômen é inespecífica para o diagnóstico de pancreatite aguda, mas pode ser útil para excluir outras causas de dor abdominal, como perfuração de víscera oca, ou para identificar sinais secundários, como alça sentinela ou sinal do cólon cortado.
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