UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2020
Sobre a pancreatite aguda, considere as afirmativas a seguir.I. A doença litiásica biliar e o consumo de álcool são responsáveis por 80-90% dos casos de pancreatite aguda. II. O diagnóstico da pancreatite aguda é eminentemente clínico e laboratorial, uma vez que o pâncreas pode mostrar-se normal à tomografia computadorizada de abdome (Balthazar A). III. Pacientes com pancreatite aguda grave podem apresentar hematomas e equimoses na região periumbilical (sinal de Cullen), nos flancos abdominais (sinal de Grey-Turner) ou nas regiões inguinais (sinal de Fox). IV. Pacientes com pancreatite aguda grave devem receber nutrição parenteral total já no início do quadro, mantendo jejum do trato gastrintestinal. Assinale a alternativa correta.
Pancreatite aguda: colelitíase/álcool >80% causas; diagnóstico clínico/lab; TC pode ser normal; nutrição enteral precoce preferível.
A pancreatite aguda é uma inflamação do pâncreas, sendo a colelitíase e o consumo de álcool as causas mais comuns. O diagnóstico é clínico (dor abdominal característica) e laboratorial (elevação de amilase/lipase). Sinais como Cullen e Grey-Turner indicam gravidade. A nutrição enteral precoce é preferível à parenteral em casos graves, para manter a integridade da barreira intestinal.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve e autolimitada a grave e potencialmente fatal. Sua epidemiologia é dominada pela doença litiásica biliar e pelo consumo de álcool, que juntos respondem por 80-90% dos casos. É uma emergência médica comum, exigindo reconhecimento e manejo rápidos para prevenir complicações. O diagnóstico da pancreatite aguda é eminentemente clínico e laboratorial, baseado na presença de dor abdominal característica (epigástrica, irradiando para o dorso), elevação de amilase e/ou lipase séricas (pelo menos 3 vezes o limite superior da normalidade) e achados de imagem compatíveis. A tomografia computadorizada (TC) de abdome é crucial para avaliar a extensão da necrose e coleções, mas pode ser normal em casos leves (Balthazar A). Sinais como Cullen, Grey-Turner e Fox são indicativos de pancreatite necro-hemorrágica e alta gravidade. O tratamento inicial envolve suporte intensivo, analgesia, hidratação venosa agressiva e manejo das complicações. A nutrição é um pilar importante; a nutrição enteral precoce (via sonda nasoenteral) é preferível à parenteral em pacientes com pancreatite grave, pois mantém a integridade da barreira intestinal, reduzindo o risco de infecções e sepse. A cirurgia é geralmente reservada para complicações como necrose infectada ou pseudocistos sintomáticos.
As causas mais comuns são a doença litiásica biliar (cálculos biliares obstruindo o ducto pancreático) e o consumo excessivo de álcool. Outras causas incluem hipertrigliceridemia, hipercalcemia, trauma, medicamentos e pós-CPRE.
Sinais de gravidade incluem hipotensão, taquicardia, oligúria, alterações do estado mental e sinais cutâneos como Cullen (equimose periumbilical), Grey-Turner (equimose nos flancos) e Fox (equimose inguinal), que indicam hemorragia retroperitoneal.
A nutrição enteral precoce (dentro de 24-48 horas) é a abordagem preferencial para pacientes com pancreatite aguda grave que não conseguem se alimentar por via oral, pois ajuda a preservar a função da barreira intestinal e reduzir complicações. A nutrição parenteral é reservada para casos onde a via enteral é contraindicada ou não tolerada.
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