UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015
Em relação à pancreatite aguda, sabe-se que:
Pancreatite aguda + colangite → CPRE nas primeiras 24h ↓ morbimortalidade.
Em pacientes com pancreatite aguda biliar grave associada à colangite aguda, a Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) com esfincterotomia e remoção de cálculos biliares nas primeiras 24 horas do diagnóstico é crucial para desobstruir a via biliar, reduzindo significativamente a morbimortalidade.
A pancreatite aguda é uma inflamação súbita do pâncreas, que pode variar de leve a grave, com potencial para complicações sistêmicas e locais. As causas mais comuns são cálculos biliares (pancreatite biliar) e consumo excessivo de álcool. O diagnóstico baseia-se na presença de dor abdominal característica, elevação de enzimas pancreáticas (amilase e lipase) e achados de imagem. O manejo inicial da pancreatite aguda inclui hidratação venosa agressiva, analgesia e suporte nutricional. No entanto, em casos de pancreatite aguda biliar associada à colangite aguda (infecção da via biliar), a desobstrução urgente da via biliar é fundamental. A Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) com esfincterotomia e remoção de cálculos é a intervenção de escolha. A realização da CPRE nas primeiras 24 horas do diagnóstico em pacientes com pancreatite aguda biliar e colangite aguda demonstrou reduzir significativamente a morbimortalidade. É crucial diferenciar esta indicação de outras situações de pancreatite aguda onde a CPRE não é indicada de urgência ou profilaticamente. A profilaxia antibiótica não é rotineiramente recomendada, sendo reservada para casos de infecção documentada ou suspeita.
As etiologias mais prevalentes da pancreatite aguda são a biliar (cálculos na via biliar) e a alcoólica, respondendo pela maioria dos casos. Outras causas incluem hipertrigliceridemia, hipercalcemia, pós-CPRE, medicamentos e idiopática.
A hidratação venosa vigorosa com cristaloides (geralmente Ringer Lactato) é um pilar do tratamento inicial da pancreatite aguda, especialmente nas primeiras 12-24 horas, para manter a perfusão e prevenir a isquemia pancreática. A dosagem é individualizada, mas tipicamente 250-500 ml/hora.
A profilaxia antibiótica de rotina não é recomendada na pancreatite aguda grave. Os antibióticos são indicados apenas em casos de infecção comprovada ou suspeita de necrose infectada, ou em pacientes com colangite concomitante.
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