Pancreatite Aguda: Classificação de Gravidade Ranson

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente de 52 anos de idade compareceu ao pronto-socorro com relato de que, há dois dias, iniciou quadro de dor em barra, em abdome superior, que irradia para as costas, com náuseas e vômitos associados, não aceitando dieta oral. À admissão, realizou exames laboratoriais que demonstraram Hb = 14 mg/dL, leuco = 19.500 cel/mm³, FAL = 150 U/L, GGT = 200 U/L, TGO = 300 U/L, TGP = 260 U/L, LDH = 500 U/L, BBT = 2,1 mg/dL, amilase = 890 U/L, lipase = 900 U/L e Ur = 130 mg/dL de Cr = 2,2 mg/dL. Fez ultrassonografia de abdome com diagnóstico de colelitíase com vesícula biliar não espessada e sem sinais aparentes de dilatação de vias biliares.De acordo com esse caso clínico, é correto afirmar que, na classificação de gravidade da pancreatite aguda pela escala Ranson, trata-se de uma paciente com

Alternativas

  1. A) três pontos, que não é classificada como pancreatite grave.
  2. B) quatro pontos, que não é classificada como pancreatite grave.
  3. C) três pontos, que é considerada pancreatite grave.
  4. D) quatro pontos, que é classificada como pancreatite grave.

Pérola Clínica

Escala Ranson: 3+ critérios = pancreatite grave. No caso, 3 critérios na admissão (Leuco >16k, LDH >350, TGO >250).

Resumo-Chave

A escala de Ranson avalia a gravidade da pancreatite aguda com critérios na admissão e após 48 horas. Para este paciente, na admissão, temos: Leucócitos > 16.000 (19.500), LDH > 350 (500), TGO > 250 (300). Isso totaliza 3 pontos, o que já classifica a pancreatite como grave, indicando a necessidade de monitorização intensiva.

Contexto Educacional

A pancreatite aguda é uma condição inflamatória grave do pâncreas, frequentemente associada a colelitíase ou consumo excessivo de álcool. A classificação da sua gravidade é crucial para determinar o prognóstico e guiar a conduta terapêutica, que pode variar desde suporte clínico em casos leves até internação em UTI para casos graves. A escala de Ranson é uma das ferramentas mais utilizadas para essa avaliação. A escala de Ranson utiliza um conjunto de critérios clínicos e laboratoriais, alguns avaliados na admissão e outros após 48 horas. Os critérios de admissão incluem idade, leucócitos, glicemia, LDH e TGO. Cada critério presente soma um ponto. Uma pontuação de 3 ou mais pontos na escala de Ranson já indica uma pancreatite aguda grave, associada a um risco significativo de morbidade e mortalidade, exigindo monitorização e manejo mais agressivos. Para residentes, é fundamental dominar a aplicação da escala de Ranson e de outros sistemas de classificação de gravidade (como APACHE II, BISAP) para identificar precocemente pacientes de alto risco. O reconhecimento da etiologia (como a colelitíase no caso apresentado) também é vital para o tratamento definitivo, como a colecistectomia em casos de pancreatite biliar, após a resolução do quadro agudo. O manejo inicial envolve hidratação vigorosa, analgesia e suporte nutricional.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios de Ranson na admissão para pancreatite aguda?

Os critérios de Ranson na admissão incluem: idade > 55 anos, leucócitos > 16.000 cel/mm³, glicemia > 200 mg/dL, LDH > 350 U/L e TGO > 250 U/L. Cada critério presente soma um ponto.

Quantos pontos na escala de Ranson indicam pancreatite grave?

Uma pontuação de 3 ou mais critérios na escala de Ranson (considerando os critérios de admissão e os de 48 horas) indica pancreatite grave, associada a um risco aumentado de complicações e mortalidade.

Quais exames laboratoriais são essenciais para o diagnóstico de pancreatite aguda?

Para o diagnóstico de pancreatite aguda, são essenciais a dosagem de amilase e lipase séricas, que devem estar elevadas em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, além de exames de imagem como ultrassonografia para identificar a etiologia.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo