PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2023
Em relação a pancreatite aguda, podemos afirmar que:
Pancreatite aguda → Nível de amilase/lipase não correlaciona com a gravidade da doença.
Embora a elevação das enzimas pancreáticas (amilase e lipase) seja crucial para o diagnóstico da pancreatite aguda, a magnitude dessa elevação não é um indicador confiável da gravidade da doença ou do prognóstico do paciente.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de uma doença leve e autolimitada a uma forma grave com necrose, falência de múltiplos órgãos e alta mortalidade. Sua incidência tem aumentado globalmente, e é uma causa comum de internação hospitalar por dor abdominal aguda. O reconhecimento precoce e a estratificação da gravidade são cruciais para o manejo adequado. O diagnóstico da pancreatite aguda baseia-se na tríade de dor abdominal característica, elevação de enzimas pancreáticas (amilase e lipase) em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, e achados de imagem compatíveis. É importante ressaltar que, embora a elevação das enzimas seja diagnóstica, a magnitude dessa elevação não se correlaciona com a gravidade da doença. A fisiopatologia envolve a ativação prematura de enzimas digestivas dentro do pâncreas, levando à autodigestão do órgão. A avaliação da gravidade é feita por escores como Ranson, APACHE II, ou escores tomográficos (Balthazar), que auxiliam na identificação de pacientes com maior risco de complicações. O tratamento é primariamente de suporte, incluindo hidratação venosa agressiva, analgesia e suporte nutricional. A identificação e tratamento da etiologia subjacente (ex: colecistectomia para litíase biliar) são essenciais. Complicações como necrose infectada exigem intervenção específica.
O diagnóstico requer a presença de pelo menos dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação de amilase ou lipase sérica em pelo menos 3 vezes o limite superior da normalidade, e achados característicos em exames de imagem (TC ou RM).
As duas causas mais comuns são a litíase biliar (cálculos na vesícula biliar) e o consumo excessivo de álcool. Outras causas incluem hipertrigliceridemia, hipercalcemia, trauma, medicamentos e causas idiopáticas.
Sinais como hipotensão, taquicardia, oligúria, dispneia, confusão mental, e sinais cutâneos como Gray-Turner (equimose nos flancos) e Cullen (equimose periumbilical) sugerem gravidade e necrose retroperitoneal.
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