UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2025
Mulher, 47 anos de idade, antecedente de colelitíase, dá entrada no PS com queixa de dor epigástrica há 8 horas. Exame físico: estável hemodinamicamente, com abdômen distendido, doloroso difusamente no andar superior e DB negativa. Exames laboratoriais: leucograma 14.120 células/mm3 (80% de neutrófilos), PCR 32 mcg/dL e amilase 1.340 mcg/dL. Qual é a conduta nutricional mais adequada?
Pancreatite aguda leve/moderada: iniciar dieta oral precoce (24-48h) se dor controlada e sem íleo.
Em casos de pancreatite aguda leve a moderada, a conduta nutricional atual preconiza a introdução de dieta oral precoce (24-48 horas após a internação), desde que o paciente apresente melhora da dor e ausência de íleo paralítico. Essa abordagem tem demonstrado benefícios na redução do tempo de internação e complicações.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas, frequentemente causada por colelitíase ou consumo excessivo de álcool. Caracteriza-se por dor abdominal intensa, elevação de enzimas pancreáticas (amilase e lipase) e inflamação sistêmica. O manejo inicial inclui hidratação venosa agressiva, analgesia e suporte. A conduta nutricional na pancreatite aguda evoluiu significativamente. Antigamente, o jejum prolongado era a regra, mas estudos recentes demonstram que a nutrição precoce é benéfica. Em casos de pancreatite leve a moderada, a introdução de dieta oral com baixo teor de gordura entre 24 a 48 horas após a admissão, se o paciente estiver sem dor e sem íleo, é a abordagem preferencial. Para casos mais graves ou intolerância à dieta oral, a nutrição enteral é superior à parenteral, pois mantém a integridade da barreira intestinal e reduz complicações infecciosas. A nutrição parenteral total (NPT) é reservada para pacientes que não toleram a via enteral por um período prolongado. A escolha da via e o tipo de dieta são cruciais para otimizar a recuperação e reduzir a morbimortalidade.
Em pacientes com pancreatite aguda leve a moderada, a dieta oral pode ser iniciada precocemente, geralmente entre 24 a 48 horas após a internação, desde que a dor esteja controlada e não haja sinais de íleo paralítico.
Inicialmente, recomenda-se uma dieta leve, com baixo teor de gordura, e progressão gradual conforme a tolerância do paciente.
A nutrição precoce ajuda a manter a integridade da barreira intestinal, previne a translocação bacteriana, reduz a resposta inflamatória sistêmica e diminui o tempo de internação e as complicações.
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