HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2019
Paciente de sexo feminino, de 45 anos é atendida no pronto atendimento do Hospital do Exército com história de dor abdominal, em andar superior do abdome, em faixa, acompanhada de vários episódios de vômitos, há 12 horas da entrada. Ao exame físico apresenta-se hemodinamicamente estável, com dor difusa à palpação abdominal, pior em epigástrio e mesogástrio, descompressão brusca negativa. Os exames laboratoriais mostram amilase 1030 U/L. Qual a principal hipótese diagnóstica e os exames laboratoriais iniciais para auxílio na avaliação de gravidade?
Dor epigástrica em faixa + vômitos + amilase >3x LSN → Pancreatite Aguda. Avaliar gravidade com glicemia, leucograma, DHL, TGO.
A dor abdominal em faixa no andar superior, vômitos e amilase sérica >3x o limite superior da normalidade são critérios diagnósticos para pancreatite aguda. Para avaliar a gravidade, exames como glicemia, leucograma, DHL e TGO são importantes, pois fazem parte de escores prognósticos como os Critérios de Ranson, que auxiliam na estratificação de risco e manejo.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial para complicações sistêmicas e mortalidade. É caracterizada por dor abdominal súbita e intensa, geralmente em epigástrio e irradiando para o dorso (em faixa), frequentemente acompanhada de náuseas e vômitos. As causas mais comuns são cálculos biliares e alcoolismo, mas outras etiologias incluem hipertrigliceridemia, hipercalcemia, trauma, medicamentos e idiopática. O diagnóstico da pancreatite aguda é estabelecido pela presença de dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação da amilase ou lipase sérica em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, e achados de imagem compatíveis (TC ou RM). A lipase é geralmente preferida por sua maior especificidade e por permanecer elevada por mais tempo. A avaliação inicial da gravidade é crucial para identificar pacientes em risco de complicações e guiar o manejo, utilizando escores prognósticos como os Critérios de Ranson ou o APACHE II, que incorporam parâmetros laboratoriais como glicemia, leucograma, DHL e TGO. O tratamento da pancreatite aguda é primariamente de suporte, incluindo hidratação intravenosa agressiva, analgesia adequada, controle de náuseas e vômitos, e suporte nutricional. A identificação e tratamento da causa subjacente (por exemplo, CPER para cálculos biliares) são importantes. O monitoramento contínuo dos parâmetros clínicos e laboratoriais é essencial para detectar precocemente a progressão da doença e o desenvolvimento de complicações locais (necrose, pseudocistos) ou sistêmicas (insuficiência orgânica).
O diagnóstico de pancreatite aguda requer a presença de pelo menos dois dos três critérios: dor abdominal característica (epigástrica, em faixa, irradiando para o dorso), amilase ou lipase sérica elevada em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, e achados de imagem compatíveis (tomografia computadorizada ou ressonância magnética).
Para avaliar a gravidade da pancreatite aguda, exames como leucograma, glicemia, DHL, TGO, cálcio sérico, ureia e creatinina são cruciais. Eles são componentes de escores prognósticos como Ranson e APACHE II, que ajudam a estratificar o risco de complicações e mortalidade.
Ambas amilase e lipase elevam-se na pancreatite aguda, mas a lipase é considerada mais específica para o pâncreas e permanece elevada por mais tempo. A amilase pode estar elevada em outras condições não pancreáticas, tornando a lipase preferível para o diagnóstico.
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