HMTJ - Hospital e Maternidade Therezinha de Jesus (MG) — Prova 2015
Em relação a Pancreatite Aguda (PA) marque a alternativa INCORRETA:
Pancreatite Aguda: Níveis de amilase/lipase não se correlacionam com a gravidade ou prognóstico.
Embora amilase e lipase sejam marcadores diagnósticos importantes para pancreatite aguda, seus níveis séricos não se correlacionam diretamente com a gravidade da doença ou o prognóstico do paciente. A gravidade é avaliada por critérios clínicos e de imagem.
A pancreatite aguda (PA) é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial para complicações sistêmicas e mortalidade. A etiologia mais comum da PA é a litíase biliar, responsável por cerca de 40-70% dos casos, seguida pelo consumo de álcool. Outras causas incluem hipertrigliceridemia grave, infecções (como caxumba), traumatismos abdominais, medicamentos, tumores e procedimentos como a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE). O diagnóstico da PA é baseado na presença de dor abdominal característica, elevação de amilase e/ou lipase séricas (pelo menos três vezes o limite superior da normalidade) e achados de imagem compatíveis. Embora a amilase e a lipase sejam marcadores diagnósticos sensíveis e específicos, seus níveis séricos não se correlacionam com a gravidade da doença. Ou seja, níveis muito elevados não indicam necessariamente um pior prognóstico ou uma pancreatite mais grave. A grande maioria dos casos de pancreatite aguda (cerca de 80%) é leve e autolimitada, evoluindo para cura sem sequelas significativas. No entanto, uma parcela dos pacientes desenvolve pancreatite grave, com necrose pancreática, falência orgânica e alta mortalidade. A avaliação da gravidade é crucial para o manejo, utilizando critérios clínicos (como sinais de falência orgânica), laboratoriais (PCR, ureia, creatinina) e de imagem (escore de Balthazar na TC). O tratamento é principalmente de suporte, com hidratação venosa agressiva, analgesia e manejo das complicações.
As duas principais causas de pancreatite aguda são a litíase biliar (cálculos na vesícula que obstruem o ducto biliar comum) e o consumo excessivo de álcool, respondendo pela maioria dos casos.
O diagnóstico de pancreatite aguda requer a presença de pelo menos dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação de amilase e/ou lipase séricas > 3 vezes o limite superior da normalidade, e achados de imagem compatíveis (TC ou RM).
Sistemas como Ranson, APACHE II, BISAP e o escore de gravidade tomográfico de Balthazar são utilizados para estratificar a gravidade e auxiliar no manejo da pancreatite aguda, identificando pacientes de alto risco.
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