HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2020
A pancreatite é mais bem definida como um processo inflamatório agudo do pâncreas, que também pode envolver os tecidos peripancreáticos e os sistemas orgânicos a distância. Quanto às suas manifestações clínicas, considere as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta: i) A dor abdominal sempre está presente, irradia-se para as costas e em geral piora na posição supina. ii) Na forma grave da pancreatite são comuns distúrbios metabólicos como a hipocalcemia, a hiperglicemia e a acidose. iii) O sinal de Grey Turner ou o sinal de Cullen podem ser observados em associação à pancreatite hemorrágica.
Pancreatite grave → hipocalcemia, hiperglicemia, acidose. Sinais de Grey Turner/Cullen → pancreatite hemorrágica.
A pancreatite aguda é um processo inflamatório do pâncreas com diversas manifestações. A dor abdominal é um sintoma cardinal, mas nem sempre irradia para as costas ou piora na posição supina. Em formas graves, distúrbios metabólicos como hipocalcemia, hiperglicemia e acidose são comuns. Sinais de Grey Turner e Cullen indicam pancreatite hemorrágica, um subtipo grave.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial para envolvimento sistêmico. A dor abdominal é o sintoma mais proeminente, geralmente localizada no epigástrio, com irradiação para o dorso em cerca de 50% dos casos, e frequentemente aliviada pela posição sentada ou inclinada para frente. No entanto, a descrição de que a dor 'sempre' piora na posição supina é uma generalização que pode não ser verdadeira em todos os pacientes. Nas formas graves de pancreatite, a inflamação sistêmica pode levar a uma série de distúrbios metabólicos. A hipocalcemia é comum devido à saponificação de gorduras necróticas pelo cálcio. A hiperglicemia ocorre devido à liberação de hormônios contrarreguladores e, em alguns casos, à disfunção das células beta pancreáticas. A acidose metabólica pode surgir devido à hipoperfusão tecidual e à produção de lactato, ou como parte da resposta inflamatória sistêmica. Os sinais de Grey Turner e Cullen são manifestações raras, mas patognomônicas de pancreatite hemorrágica, indicando extravasamento de sangue para o retroperitônio e tecido subcutâneo. A presença desses sinais denota uma forma grave da doença e está associada a pior prognóstico. O reconhecimento precoce desses achados clínicos e metabólicos é crucial para o manejo adequado e a estratificação de risco da pancreatite aguda.
A dor abdominal na pancreatite aguda é tipicamente epigástrica, de início súbito e intensa, podendo irradiar para as costas (em faixa). Classicamente, piora na posição supina e melhora com a inclinação para frente ou posição fetal, mas essa apresentação não é universal.
Na pancreatite grave, são comuns distúrbios metabólicos como hipocalcemia (devido à saponificação de gorduras), hiperglicemia (por disfunção das células beta e aumento de hormônios contrarreguladores) e acidose metabólica (por hipoperfusão e acúmulo de lactato).
Os sinais de Grey Turner (equimose nos flancos) e Cullen (equimose periumbilical) são indicativos de pancreatite hemorrágica, uma forma grave da doença. Eles resultam da extravasamento de sangue e enzimas pancreáticas para o tecido subcutâneo.
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