SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2015
Para a avaliação precoce e estratificação do risco dos pacientes com pancreatite aguda podem ser utilizados alguns sistemas de pontuação que auxiliam na diferenciação da doença leve e grave. Assinale a alternativa que possui o critério comumente utilizado nas pancreatites.
Pancreatite aguda: Critérios de Ranson são escala clássica para estratificação de risco e gravidade.
Os critérios de Ranson são um dos sistemas de pontuação mais antigos e amplamente utilizados para avaliar a gravidade da pancreatite aguda. Eles ajudam a prever a morbidade e mortalidade, auxiliando na decisão sobre o nível de cuidado e monitoramento necessário para o paciente.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve e autolimitada a grave e potencialmente fatal. A avaliação precoce e a estratificação do risco são fundamentais para o manejo adequado, permitindo identificar pacientes com maior probabilidade de desenvolver complicações e que necessitam de cuidados intensivos. Diversos sistemas de pontuação foram desenvolvidos para auxiliar nessa diferenciação, sendo os critérios de Ranson um dos mais tradicionais e amplamente utilizados. Os critérios de Ranson são divididos em parâmetros avaliados na admissão e após 48 horas, incluindo idade, leucócitos, glicemia, DHL, TGO, queda do hematócrito, aumento da ureia, cálcio sérico, PaO2 e déficit de base. Cada critério positivo soma um ponto, e a pontuação total correlaciona-se com a morbidade e mortalidade. Uma pontuação elevada indica maior gravidade e pior prognóstico, exigindo monitoramento rigoroso e intervenções mais agressivas. Embora os critérios de Ranson sejam valiosos, outras escalas como APACHE II e BISAP também são empregadas, muitas vezes com maior praticidade à beira do leito. A compreensão e aplicação dessas ferramentas são essenciais para o residente, pois permitem uma abordagem sistemática e baseada em evidências para o diagnóstico e tratamento da pancreatite aguda, otimizando os desfechos dos pacientes e evitando a progressão para formas mais graves da doença.
Os critérios de Ranson incluem parâmetros como idade > 55 anos, leucócitos > 16.000, glicemia > 200 mg/dL, DHL > 350 UI/L e TGO > 250 UI/L na admissão, e outros parâmetros após 48 horas.
Eles são cruciais para a avaliação precoce da gravidade, ajudando a diferenciar casos leves de graves e a prever o risco de complicações e mortalidade, orientando o manejo e a necessidade de internação em UTI.
Além de Ranson, outras escalas importantes incluem APACHE II, BISAP (Bedside Index of Severity in Acute Pancreatitis) e a classificação de Atlanta, que categoriza a pancreatite em leve, moderadamente grave e grave.
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