Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2022
Mulher, 43 anos de idade, obesa, é admitida no PS com dor em faixa, contínua, em andar superior do abdômen, acompanhada de náuseas e vômitos, há 5 horas. Exame físico: FC 110 bpm, FR 24 irpm, T 38,7oC, anictérica, dor à palpação profundo no epigástrio e hipocôndrios direito e esquerdo, sinal de Murphy negativo. Qual é o diagnóstico mais provável?
Dor epigástrica em faixa + náuseas/vômitos + Murphy negativo em obesa → Pancreatite aguda.
A pancreatite aguda é caracterizada por dor abdominal intensa em faixa no andar superior, frequentemente irradiando para o dorso, acompanhada de náuseas e vômitos. A obesidade é um fator de risco e a ausência do sinal de Murphy ajuda a diferenciar de colecistite aguda.
A pancreatite aguda é uma inflamação súbita do pâncreas, que pode variar de leve a grave, com potencial para complicações sistêmicas. É uma condição comum em serviços de emergência, e sua etiologia mais frequente é a litíase biliar, seguida pelo alcoolismo. A obesidade é um fator de risco para litíase biliar e pode agravar a pancreatite. O quadro clínico clássico envolve dor abdominal intensa, contínua, localizada no epigástrio e/ou hipocôndrios, frequentemente irradiando em faixa para o dorso, acompanhada de náuseas e vômitos. Febre e taquicardia são achados comuns. O exame físico pode revelar dor à palpação abdominal. A ausência do sinal de Murphy é um dado importante para diferenciar de colecistite aguda, que é outra causa comum de dor no andar superior do abdome. O diagnóstico é confirmado pela elevação de amilase e lipase séricas (geralmente >3x o limite superior da normalidade) e achados de imagem (ultrassonografia, tomografia computadorizada). O tratamento é de suporte, incluindo hidratação venosa agressiva, analgesia e manejo das complicações. A identificação da causa subjacente é crucial para prevenir recorrências.
Os sintomas incluem dor abdominal intensa e contínua no andar superior, frequentemente em faixa e irradiando para o dorso, acompanhada de náuseas, vômitos e, por vezes, febre e taquicardia.
As duas causas mais comuns são a litíase biliar (cálculos na vesícula que obstruem o ducto biliar comum) e o alcoolismo. Outras causas incluem hipertrigliceridemia, hipercalcemia, trauma e certos medicamentos.
O sinal de Murphy é positivo na colecistite aguda, indicando inflamação da vesícula biliar. Sua ausência, como no caso da questão, ajuda a afastar a colecistite e direcionar a investigação para outras causas, como a pancreatite.
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