HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2023
Dados os critérios prognósticos na Pancreatite Aguda, está INCORRETO:
Pancreatite Aguda: Hematócrito ↑ nas primeiras 48h indica hemoconcentração e pior prognóstico.
Na pancreatite aguda, o aumento do hematócrito nas primeiras 48 horas (e não após) é um indicador de hemoconcentração e má perfusão, associado a maior risco de necrose pancreática e pior prognóstico. A avaliação precoce é crucial para a estratificação de risco.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória grave do pâncreas, com um espectro clínico que varia de casos leves e autolimitados a formas graves com falência de múltiplos órgãos e alta mortalidade. A identificação precoce de fatores prognósticos é crucial para a estratificação de risco e o manejo adequado. Diversos critérios prognósticos são utilizados, como os escores de Ranson e APACHE II, além de parâmetros laboratoriais e de imagem. O hematócrito é um marcador importante: um aumento ou a não queda nas primeiras 24-48 horas indica hemoconcentração, refletindo hipovolemia e má perfusão, que são preditores de necrose pancreática e pior prognóstico. A questão está incorreta ao afirmar 'após 48h', pois a avaliação inicial é que importa. Outros indicadores incluem glicemia elevada (sugerindo disfunção pancreática ou estresse), idade avançada (maior suscetibilidade a complicações) e AST elevado (indicando lesão hepática, que pode ser a causa da pancreatite biliar). Residentes devem dominar a interpretação desses critérios para guiar a terapia e monitorar a evolução dos pacientes com pancreatite aguda.
O aumento ou a não queda do hematócrito nas primeiras 24-48 horas indica hemoconcentração, que reflete hipovolemia e má perfusão pancreática, associando-se a um risco aumentado de necrose e falência orgânica.
Outros critérios incluem a idade, glicemia, leucócitos, LDH, AST, cálcio, ureia, PaO2, défice de base e escores como Ranson, APACHE II e o índice de gravidade tomográfico de Balthazar.
A hiperglicemia pode indicar um processo inflamatório mais intenso, disfunção das células beta pancreáticas ou estresse metabólico, todos associados a um curso mais grave da doença.
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