Pancreatite Aguda: Critérios Prognósticos e Gravidade

UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2020

Enunciado

São utilizados como critérios prognósticos na pancreatite aguda, EXCETO: 

Alternativas

  1. A) Idade. 
  2. B) TGP (ALT). 
  3. C) Desidrogenase lática. 
  4. D) Glicemia. 

Pérola Clínica

Pancreatite aguda: TGP (ALT) não é critério prognóstico, mas pode indicar etiologia biliar.

Resumo-Chave

A TGP (ALT) é um marcador de lesão hepática e pode sugerir etiologia biliar da pancreatite aguda se elevada, mas não faz parte dos escores prognósticos de gravidade como Ranson, APACHE II ou BISAP, que utilizam parâmetros como idade, glicemia, LDH, leucócitos, cálcio, entre outros.

Contexto Educacional

A pancreatite aguda é uma inflamação do pâncreas com potencial para morbidade e mortalidade significativas. A avaliação prognóstica precoce é crucial para identificar pacientes de alto risco que necessitam de manejo intensivo. Escores como Ranson, APACHE II e BISAP são ferramentas validadas para estratificar a gravidade e guiar a conduta clínica. A fisiopatologia da pancreatite aguda envolve a ativação prematura de enzimas digestivas dentro do pâncreas, levando à autodigestão do órgão. O diagnóstico é baseado em dor abdominal característica, elevação de amilase/lipase séricas e achados de imagem. A identificação de fatores prognósticos permite prever a evolução da doença e suas complicações. O tratamento da pancreatite aguda é primariamente de suporte, incluindo hidratação venosa agressiva, analgesia e suporte nutricional. Em casos graves, pode ser necessária terapia intensiva e manejo de complicações como necrose infectada. A compreensão dos critérios prognósticos é fundamental para o manejo adequado e para otimizar os resultados dos pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais escores prognósticos na pancreatite aguda?

Os principais escores prognósticos são Ranson, APACHE II, BISAP e o índice de gravidade tomográfico de Balthazar. Eles auxiliam na estratificação de risco e na decisão terapêutica.

Por que a TGP (ALT) não é um critério prognóstico na pancreatite aguda?

A TGP (ALT) é um marcador de lesão hepatocelular e sua elevação sugere uma etiologia biliar para a pancreatite, mas não reflete diretamente a gravidade ou o prognóstico da doença.

Quais parâmetros laboratoriais são usados nos critérios de Ranson para pancreatite aguda?

Os critérios de Ranson incluem leucócitos, glicemia, desidrogenase lática (LDH) e aspartato aminotransferase (AST) na admissão, e queda do hematócrito, elevação da ureia, cálcio sérico, PaO2 e déficit de base após 48 horas.

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