HPP - Hospital Infantil Pequeno Príncipe (PR) — Prova 2025
Um paciente de 60 anos apresenta dor abdominal intensa no epigástrio, irradiando para as costas, associada a náuseas e vômitos. O paciente tem histórico de consumo excessivo de álcool. Ao exame físico, está febril (38,5°C), taquicárdico (FC 110 bpm) e com dor à palpação do abdome superior. Exames laboratoriais mostram amilase sérica de 1.200 U/L, lipase sérica de 2.500 U/L e leucocitose. Uma tomografia de abdome revela edema pancreático e coleções líquidas peripancreáticas.Qual deve ser a conduta inicial adequada para este paciente com pancreatite aguda?
Pancreatite aguda: hidratação vigorosa com cristaloides + analgesia são pilares do tratamento inicial.
A pancreatite aguda é uma inflamação do pâncreas, frequentemente desencadeada por cálculos biliares ou álcool. O tratamento inicial foca na estabilização do paciente com hidratação intravenosa agressiva para prevenir a hipovolemia e melhorar a perfusão pancreática, além de analgesia potente para controlar a dor intensa.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória grave do pâncreas, com etiologias variadas, sendo as mais comuns a litíase biliar e o consumo excessivo de álcool. Caracteriza-se por dor abdominal intensa, frequentemente irradiando para as costas, acompanhada de náuseas, vômitos e elevação significativa das enzimas pancreáticas (amilase e lipase). A gravidade pode variar de leve a grave, com risco de falência orgânica e morte. O diagnóstico é clínico e laboratorial, com suporte de exames de imagem como a tomografia computadorizada, que avalia a extensão da inflamação e a presença de complicações. O manejo inicial é crucial e foca na estabilização hemodinâmica do paciente. A hidratação intravenosa vigorosa com cristaloides é fundamental para combater a hipovolemia e a isquemia pancreática, enquanto a analgesia adequada é essencial para o controle da dor intensa, que pode levar a complicações cardiovasculares e respiratórias. Para residentes, é vital reconhecer precocemente a pancreatite aguda e iniciar o tratamento de suporte adequado. A monitorização contínua, a avaliação da gravidade (usando escores como Ranson ou APACHE II) e a identificação de complicações são passos importantes. A nutrição enteral precoce, se tolerada, é preferível à parenteral. A cirurgia é reservada para complicações específicas, como necrose infectada ou pseudocistos sintomáticos, e a antibioticoterapia profilática não é recomendada.
Os pilares do tratamento inicial incluem hidratação intravenosa vigorosa com cristaloides para manter a perfusão e prevenir complicações, analgesia potente para controle da dor e suporte nutricional, geralmente com dieta zero inicialmente, mas com progressão precoce para dieta oral se tolerada.
A antibioticoterapia não é indicada de rotina na pancreatite aguda não complicada. É reservada para casos de necrose pancreática infectada comprovada ou suspeita, ou outras infecções extrapancreáticas, para evitar resistência e efeitos adversos desnecessários.
O diagnóstico de pancreatite aguda requer a presença de pelo menos dois dos três critérios: dor abdominal característica (epigástrica, irradiando para costas), elevação de amilase ou lipase séricas em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, e achados característicos em exames de imagem (TC, RM ou ultrassom).
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