HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2022
Uma paciente de 37 anos de idade apresenta dor abdominal de forte intensidade em região epigástrica, em hipocôndrio direito e dorso há um dia, acompanhada de náuseas e vômitos. Nega episódios anteriores. Ao exame, encontrava-se desidratada ++/4+, com pulso de 112 bpm e PA = 130 mmHg X 80 mmHg. Verificaram-se abdome globoso, flácido, pouco doloroso à palpação em epigástrio e Murphy negativo, com descompressão brusca negativa. Os exames iniciais mostram Hb = 14,7 g/dL, leucócitos 14.760/mm³, e creatinina = 1,6 mg/dL, amilase = 870 UI e bilirrubinas totais = 2,3 mg/dL.Considerando esse caso clínico, julgue o item.O ultrassom é um exame obrigatório para essa paciente e que trará informações importantes para a condução do caso.
Pancreatite aguda com suspeita biliar (bilirrubina ↑) → USG abdominal é obrigatório para identificar colelitíase/coledocolitíase.
Em um quadro de pancreatite aguda, especialmente com elevação de bilirrubinas, a etiologia biliar (colelitíase ou coledocolitíase) é a causa mais comum. O ultrassom abdominal é o exame de escolha inicial para investigar a presença de cálculos biliares e dilatação de vias biliares.
A pancreatite aguda é uma inflamação súbita do pâncreas, caracterizada por dor abdominal intensa, geralmente epigástrica, que irradia para o dorso, acompanhada de náuseas e vômitos. É uma condição comum e potencialmente grave, com incidência crescente. As principais causas são a etiologia biliar (colelitíase/coledocolitíase) e o alcoolismo, respondendo por cerca de 80% dos casos. O diagnóstico é feito pela presença de dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação de amilase e/ou lipase séricas em pelo menos 3 vezes o limite superior da normalidade, e achados de imagem compatíveis. A fisiopatologia envolve a ativação prematura de enzimas pancreáticas dentro do próprio pâncreas, levando à autodigestão do órgão. A elevação das bilirrubinas, como no caso, sugere fortemente uma etiologia biliar, onde um cálculo obstrui o ducto biliar comum e o ducto pancreático. A ultrassonografia abdominal é um exame de imagem inicial crucial e obrigatório na avaliação da pancreatite aguda, especialmente para identificar a presença de colelitíase ou coledocolitíase, que são causas tratáveis e que podem necessitar de intervenção específica (como CPRE). Outros exames de imagem, como a tomografia computadorizada, são reservados para avaliar a gravidade, complicações ou quando o diagnóstico é incerto. O manejo inicial inclui hidratação venosa agressiva, analgesia e suporte nutricional.
A principal causa de pancreatite aguda no Brasil e no mundo ocidental é a etiologia biliar, geralmente por colelitíase ou coledocolitíase, seguida pelo consumo de álcool.
A ultrassonografia abdominal é essencial para identificar a presença de cálculos na vesícula biliar (colelitíase) ou nas vias biliares (coledocolitíase), que são as causas mais comuns de pancreatite aguda.
Além da amilase e lipase (para diagnóstico), exames como hemograma, função renal, eletrólitos, TGO/TGP, fosfatase alcalina e bilirrubinas são importantes para avaliar a gravidade e a etiologia.
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