UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
Qual opção representa fator de mau prognóstico na pancreatite aguda?
Pancreatite aguda grave → Creatinina > 2,5 mg/dL = mau prognóstico (insuficiência renal).
A elevação da creatinina sérica acima de 2,5 mg/dL na pancreatite aguda é um indicador de insuficiência renal aguda, que é um fator de mau prognóstico e está associada a maior morbimortalidade, refletindo disfunção orgânica.
A pancreatite aguda é uma inflamação aguda do pâncreas que pode variar de leve e autolimitada a grave e fatal. As principais causas são litíase biliar e alcoolismo. A avaliação da gravidade é crucial para o manejo e prognóstico, sendo a identificação de fatores de mau prognóstico fundamental para direcionar a terapia e prevenir complicações. A fisiopatologia da pancreatite aguda envolve a ativação prematura de enzimas pancreáticas dentro do próprio pâncreas, levando à autodigestão do órgão e uma resposta inflamatória sistêmica. Essa resposta inflamatória pode causar disfunção de múltiplos órgãos, incluindo os rins. O diagnóstico é baseado em dor abdominal característica, elevação de amilase/lipase e achados de imagem compatíveis. O tratamento é primariamente de suporte, incluindo hidratação agressiva, analgesia e manejo de complicações. A identificação precoce de fatores de mau prognóstico, como creatinina > 2,5 mg/dL, permite a intensificação do monitoramento e tratamento, como suporte renal, visando reduzir a morbimortalidade e melhorar os desfechos do paciente.
Fatores de mau prognóstico incluem idade avançada, obesidade, presença de SIRS, insuficiência orgânica (renal, respiratória, cardiovascular), necrose pancreática extensa e elevações de marcadores como creatinina, ureia, PCR e leucocitose.
A creatinina elevada (>2,5 mg/dL) indica insuficiência renal aguda, uma complicação grave da pancreatite aguda que reflete a disfunção de múltiplos órgãos e está associada a maior mortalidade, devido à resposta inflamatória sistêmica.
Os escores mais utilizados são os Critérios de Ranson (nas primeiras 48h), APACHE II, BISAP e o escore de gravidade tomográfico de Balthazar, que auxiliam na estratificação de risco e direcionamento do manejo.
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