PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2019
Em relação à Pancreatite Aguda (PA), assinale a alternativa CORRETA:
Pancreatite Aguda: Reposição hídrica agressiva precoce é pilar fundamental do tratamento inicial.
Na pancreatite aguda, a reposição hídrica intravenosa agressiva e precoce é um dos pilares mais importantes do tratamento inicial. Ela visa manter a perfusão pancreática e sistêmica, prevenindo a isquemia e a progressão da inflamação. A adequação da hidratação tem impacto direto na redução da gravidade e das complicações da doença.
A Pancreatite Aguda (PA) é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial de morbimortalidade significativa. Sua etiologia mais comum inclui litíase biliar e alcoolismo, mas outras causas como hipertrigliceridemia e medicamentos também são relevantes. A fisiopatologia envolve a ativação prematura de enzimas digestivas dentro do pâncreas, levando à autodigestão do órgão e a uma resposta inflamatória sistêmica. O diagnóstico da PA baseia-se na presença de dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação de amilase ou lipase séricas em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, e achados de imagem compatíveis. A avaliação da gravidade é essencial para o manejo, utilizando escores como Ranson, APACHE II, ou o mais recente BISAP, além de marcadores como PCR. O tratamento da PA é predominantemente de suporte. A reposição hídrica intravenosa agressiva e precoce é o pilar fundamental, visando otimizar a perfusão e prevenir a isquemia. O manejo da dor, a nutrição enteral precoce (se tolerada) e o tratamento da causa subjacente (ex: colecistectomia para pancreatite biliar) são outras medidas importantes. O tratamento cirúrgico é reservado para complicações como necrose infectada ou pseudocistos sintomáticos e maduros.
A reposição hídrica intravenosa agressiva e precoce é crucial na pancreatite aguda para manter a perfusão tecidual, especialmente do pâncreas, e prevenir a isquemia. Isso ajuda a limitar a resposta inflamatória sistêmica e a reduzir a incidência de necrose pancreática e outras complicações graves.
Não, os níveis séricos de amilase e lipase, embora elevados na pancreatite aguda, não se correlacionam com a gravidade do quadro. A gravidade deve ser avaliada por critérios clínicos (SIRS), laboratoriais (PCR, ureia) e de imagem (tomografia), como os escores de Ranson ou APACHE II.
O tratamento cirúrgico do pseudocisto pancreático geralmente é indicado para pseudocistos sintomáticos, grandes (>6 cm) ou que persistem por mais de 6 semanas. A abordagem ideal é esperar a maturação da parede do pseudocisto para reduzir o risco de complicações cirúrgicas, não sendo idealmente precoce.
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