UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022
O diagnóstico da pancreatite aguda é fundamentado na avaliação clínica e laboratorial. Entretanto, a avaliação por imagem abdominal é importante na avaliação da gravidade da doença. Qual exame tem acurácia e padronização de escore de gravidade específico?
TC de abdome é padrão-ouro para avaliar gravidade da pancreatite aguda (escore de Balthazar).
A Tomografia Computadorizada (TC) de abdome é o exame de imagem mais acurado para avaliar a gravidade da pancreatite aguda, especialmente após 48-72 horas do início dos sintomas. Ela permite identificar necrose pancreática e coleções peripancreáticas, sendo fundamental para o escore de Balthazar e a estratificação de risco.
A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial para complicações sistêmicas e locais. O diagnóstico inicial é clínico e laboratorial, baseado na dor abdominal característica, geralmente epigástrica e irradiando para o dorso, e na elevação de enzimas pancreáticas (amilase e lipase) em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade. No entanto, a avaliação da gravidade é crucial para guiar a conduta e prever o prognóstico. A avaliação por imagem abdominal desempenha um papel fundamental na estratificação da gravidade da pancreatite aguda e na identificação de complicações. Entre os exames disponíveis, a Tomografia Computadorizada (TC) de abdome com contraste intravenoso é considerada o padrão-ouro. Ela oferece alta acurácia na detecção de necrose pancreática, coleções fluidas, pseudocistos e abscessos, que são marcadores de gravidade. A TC é mais informativa quando realizada após 48-72 horas do início dos sintomas, pois a necrose pode não ser evidente nas fases muito precoces da doença. A TC de abdome permite a aplicação de escores de gravidade padronizados, como o escore de Balthazar (também conhecido como Índice de Gravidade da TC ou CTSI), que combina achados de inflamação pancreática e peripancreática com a extensão da necrose. Este escore tem valor prognóstico, correlacionando-se com a morbidade e mortalidade. Outros exames como a ultrassonografia são úteis na fase inicial para identificar colelitíase como causa, mas têm limitações na avaliação da extensão da inflamação pancreática. A colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) e a US endoscópica são mais indicadas para avaliação da via biliar em casos específicos, não para a avaliação inicial da gravidade da pancreatite em si.
O diagnóstico de pancreatite aguda requer dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação de amilase ou lipase sérica em pelo menos 3 vezes o limite superior da normalidade, e achados característicos em exames de imagem.
A TC de abdome é indicada para avaliar a gravidade da pancreatite aguda, especialmente após 48-72 horas do início dos sintomas, ou em casos de piora clínica, para identificar necrose, coleções e outras complicações.
O escore de Balthazar é um sistema de classificação radiológica baseado na TC de abdome que avalia a inflamação pancreática e peripancreática, bem como a presença de necrose, correlacionando-se com a gravidade e o prognóstico da pancreatite aguda.
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