SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Em relação à pancreatite aguda (PA), assinale a alternativa incorreta.
Níveis de amilase/lipase não se correlacionam com a gravidade da pancreatite aguda; lipase é mais sensível e específica.
A intensidade da elevação das enzimas pancreáticas (amilase e lipase) não reflete a gravidade da pancreatite aguda. Casos graves podem ter amilase normal devido à extensa destruição glandular, e a lipase é mais útil para diagnóstico tardio.
A pancreatite aguda (PA) é uma inflamação súbita do pâncreas, com etiologias diversas como cálculos biliares e alcoolismo, sendo uma condição comum em emergências médicas. O diagnóstico baseia-se em dor abdominal característica, elevação de enzimas pancreáticas (amilase e lipase) e achados de imagem. É crucial para residentes e estudantes compreenderem a fisiopatologia e o manejo inicial. A amilase e a lipase são as enzimas mais utilizadas para o diagnóstico da PA. Embora a amilase seja um marcador tradicional, a lipase é considerada mais específica para o pâncreas e permanece elevada por mais tempo, sendo útil em apresentações tardias. É um erro comum correlacionar a magnitude da elevação enzimática com a gravidade da doença; na verdade, não há essa correlação, e em casos de necrose glandular extensa, a amilase pode até estar normal. O tratamento da pancreatite aguda é principalmente de suporte, com hidratação venosa agressiva, analgesia e controle de náuseas. A identificação precoce de complicações, como pseudocistos, abscessos ou necrose infectada, é vital. A elevação persistente da amilase pode ser um sinal de complicação, e a avaliação por imagem (tomografia computadorizada) é fundamental para estadiamento e acompanhamento.
Os principais marcadores enzimáticos são a amilase e a lipase séricas. A lipase é geralmente considerada mais sensível e específica para o diagnóstico de pancreatite aguda, especialmente em casos de apresentação tardia.
Não, a magnitude da elevação da amilase ou lipase sérica não se correlaciona diretamente com a gravidade da pancreatite aguda. Pacientes com pancreatite grave podem, inclusive, apresentar níveis normais de amilase devido à extensa destruição glandular.
A elevação persistente da amilase, especialmente se acompanhada de piora clínica, pode ser um indício de complicações locais da pancreatite aguda, como a formação de pseudocistos ou abscessos pancreáticos, que requerem avaliação e manejo específicos.
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