FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2025
Um paciente com múltiplos cálculos da vesícula biliar foi operado por videolaparoscopia há seis meses, em um procedimento de colecistectomia. Ele evoluiu bem e teve alta no dia seguinte após a cirurgia. O paciente foi internado cinco meses após a cirurgia, com queixa de dor intensa no abdome superior irradiada para o dorso, acompanhada de vários episódios de vômitos. Foram realizados exames laboratoriais e de imagem. O diagnóstico foi compatível com pancreatite aguda. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que não apresenta um indicativo de gravidade.
Pancreatite aguda: amilasemia ↑ não correlaciona com gravidade; hipocalcemia, derrame pleural, hipoxemia e hiperglicemia indicam gravidade.
Embora a amilasemia elevada seja diagnóstica de pancreatite aguda, seu nível não se correlaciona diretamente com a gravidade da doença. Outros parâmetros como hipocalcemia, derrame pleural, hipoxemia (PaO2 baixa) e hiperglicemia são indicadores de prognóstico desfavorável.
A pancreatite aguda é uma inflamação do pâncreas que pode variar de leve a grave, com alta morbimortalidade. A etiologia mais comum é biliar (cálculos na vesícula biliar ou ducto biliar comum) ou alcoólica. O caso descreve um paciente pós-colecistectomia, mas a pancreatite pode ser causada por coledocolitíase residual ou microlitíase. O diagnóstico da pancreatite aguda baseia-se na dor abdominal característica, elevação de amilase e/ou lipase séricas (pelo menos 3 vezes o limite superior da normalidade) e achados de imagem. A fisiopatologia envolve a ativação prematura de enzimas pancreáticas, levando à autodigestão do órgão. A identificação precoce de indicadores de gravidade é crucial para o manejo. Os indicadores de gravidade são avaliados por escores como Ranson, APACHE II, ou critérios de Atlanta. Níveis de amilase e lipase, embora diagnósticos, não se correlacionam com a gravidade. Indicativos de gravidade incluem hipocalcemia, hiperglicemia, leucocitose, aumento da ureia, queda do hematócrito, PaO2 baixa (hipoxemia), derrame pleural (especialmente bilateral), sinais de choque e falência de órgãos. O manejo inicial foca em hidratação agressiva, analgesia e suporte.
Critérios de gravidade incluem hipocalcemia, hiperglicemia, leucocitose, aumento da ureia, queda do hematócrito, além de sinais clínicos como derrame pleural, hipoxemia (PaO2 baixa) e sinais de choque.
Embora a amilase e a lipase sejam marcadores diagnósticos importantes, seus níveis séricos não se correlacionam diretamente com a extensão da necrose pancreática ou a gravidade clínica da pancreatite aguda.
Complicações pulmonares incluem derrame pleural (especialmente bilateral), atelectasias, síndrome da angústia respiratória aguda (SARA) e hipoxemia, que são indicativos de gravidade e pior prognóstico.
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