Pancreatite Aguda: Diagnóstico, Etiologia e Gravidade

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023

Enunciado

Acerca de pancreatites agudas, assinale a alternativa incorreta.

Alternativas

  1. A) Para o diagnóstico de pancreatite aguda, deve-se considerar o quadro clínico característico, elevação de amilase e(ou) lipase pelo menos três vezes acima dos níveis séricos normais, tomografia computadorizada com contraste endovenoso evidenciando alterações pancreáticas; pelo menos dois desses critérios devem estar presentes.
  2. B) A única forma de se considerar uma pancreatite aguda grave é se houver mais que 30% de necrose de parênquima pancreático visualizado em tomografia computadorizada com contraste; na ausência de necrose, a pancreatite sempre deve ser considerada leve.
  3. C) A principal etiologia da pancreatite aguda é biliar.
  4. D) Também são causas de pancreatite aguda a hipertrigliceridemia e a hipercalcemia.
  5. E) A ecoendoscopia é um exame de imagem importante durante investigação das causas de pancreatite aguda.

Pérola Clínica

Diagnóstico pancreatite aguda: 2 de 3 (clínica, amilase/lipase >3x, imagem). Gravidade ≠ necrose >30%.

Resumo-Chave

A gravidade da pancreatite aguda não é definida apenas pela porcentagem de necrose pancreática na TC. Existem outros critérios clínicos e laboratoriais (como Ranson, APACHE II, BISAP) que auxiliam na estratificação de risco e manejo.

Contexto Educacional

A pancreatite aguda é uma condição inflamatória do pâncreas com potencial de morbimortalidade significativa, sendo uma emergência gastroenterológica comum. Sua incidência varia globalmente, mas é uma causa frequente de internação hospitalar por dor abdominal aguda. O reconhecimento precoce e a estratificação de risco são cruciais para um manejo adequado e para a prevenção de complicações. O diagnóstico da pancreatite aguda baseia-se em uma combinação de achados clínicos, laboratoriais e radiológicos. A dor abdominal epigástrica característica, a elevação de amilase e/ou lipase sérica em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, e as alterações pancreáticas na tomografia computadorizada com contraste são os pilares diagnósticos. A etiologia biliar e o consumo de álcool são as causas mais comuns, mas outras condições como hipertrigliceridemia e hipercalcemia também devem ser consideradas. A avaliação da gravidade é fundamental para guiar o tratamento. Escores como Ranson, APACHE II e BISAP são utilizados para prever o risco de complicações e mortalidade. A presença de necrose pancreática na tomografia é um indicador de maior risco, mas não é o único fator determinante da gravidade. O tratamento inicial foca em suporte, hidratação agressiva e analgesia, com intervenções específicas para complicações ou etiologias subjacentes.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos para pancreatite aguda?

O diagnóstico de pancreatite aguda requer a presença de pelo menos dois dos três critérios: dor abdominal característica, elevação da amilase e/ou lipase sérica em pelo menos três vezes o limite superior normal, e achados característicos na imagem (TC ou RM).

Qual a principal causa de pancreatite aguda?

A principal etiologia da pancreatite aguda é a biliar, seguida pelo consumo de álcool. Outras causas incluem hipertrigliceridemia, hipercalcemia, medicamentos e trauma.

Como a necrose pancreática se relaciona com a gravidade da pancreatite aguda?

A necrose pancreática é um fator de risco para complicações e pode indicar maior gravidade, mas não é o único critério. A gravidade é avaliada por escores clínicos (Ranson, APACHE II, BISAP) que consideram múltiplos parâmetros.

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