UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2023
Mulher, 43 anos, caucasiana, obesa, procura o pronto-socorro com queixa de dor epigástrica de forte intensidade, irradiada para o dorso, acompanhada de náusea, vômitos e hiporexia há 02 dias. Foi feito hidratação e sintomáticos, com melhora dos sintomas. Ao exame físico: FC = 98bpm, FR = 18irpm, PA= 125x72mmHg, T=36,5ºC; Abdome plano, normotenso, doloroso à palpação profunda em região epigástrica, sem irritação peritoneal. Amilase = 1123U/L, Lipase = 867 U/L e leucócitos = 16800/mm3. Qual exame confirma a etiologia diagnóstica?
Pancreatite aguda: dor epigástrica irradiada dorso + ↑ amilase/lipase. USG abdome superior confirma etiologia biliar.
O diagnóstico de pancreatite aguda é clínico-laboratorial (dor típica + enzimas elevadas). A ultrassonografia de abdome superior é o exame de escolha para investigar a etiologia biliar (colelitíase), que é a causa mais comum, e deve ser realizada em todos os pacientes.
A pancreatite aguda é uma inflamação do pâncreas que pode variar de leve a grave, com potencial de complicações sistêmicas. O diagnóstico é estabelecido pela presença de dois dos três critérios: dor abdominal característica (epigástrica, irradiada para o dorso, de início súbito e intensa), elevação de amilase ou lipase séricas em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, e achados característicos em exames de imagem. A etiologia biliar (colelitíase) e o alcoolismo são as causas mais comuns. A investigação da causa é crucial para o manejo e prevenção de recorrências. A ultrassonografia de abdome superior é o exame de imagem inicial de escolha, pois é não invasiva, amplamente disponível e eficaz na detecção de cálculos biliares, dilatação de vias biliares e outras alterações que sugiram uma etiologia biliar. A tomografia computadorizada de abdome com contraste é mais utilizada para avaliar a gravidade da pancreatite, identificar complicações locais (necrose, pseudocistos) e em casos de dúvida diagnóstica, mas não é o exame de primeira linha para a etiologia. A endoscopia digestiva alta não é indicada para o diagnóstico etiológico da pancreatite aguda, a menos que haja suspeita de coledocolitíase com colangite ou icterícia obstrutiva.
O diagnóstico de pancreatite aguda requer dois dos três critérios: dor abdominal característica (epigástrica, irradiada para o dorso), elevação de amilase ou lipase séricas em pelo menos três vezes o limite superior da normalidade, e achados característicos em exames de imagem.
A USG de abdome superior é o exame inicial de escolha porque é não invasiva, de baixo custo e altamente eficaz na detecção de cálculos biliares, que são a causa mais comum de pancreatite aguda, além de avaliar o pâncreas e vias biliares.
As duas principais causas de pancreatite aguda são a colelitíase (cálculos biliares) e o consumo excessivo de álcool. Outras causas incluem hipertrigliceridemia, hipercalcemia, medicamentos, trauma e infecções virais.
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