SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2015
Analise as afirmativas a seguir: I. O quadro álgico da pancreatite crônica é geralmente epigástrica, de instalação súbita, contínua, que melhora após a ingesta alimentar; II. A ultrassonografia abdominal, apesar de apresentar baixa sensibilidade para o diagnóstico de pancreatite aguda, é o método mais utilizado para a definiação da etiologia (litíase biliar); III. O CA19.9 é um marcador tumoral com boa utilidade clínica no câncer de pâncreas. Tem papel importante no monitoramento da resposta terapêutica e na detecção precoce de doença recorrente após tratamento; IV. Uma das complicações da pancreatite aguda é o pseudocisto pancreático, caracterizado por uma coleção líquida não infectada intra ou peripancreática. A conduta inicial, mesmo na ausência de complicações, é a abordagem intervencionista. As afirmativas verdadeiras são:
USG abdominal = baixa sensibilidade para pancreatite aguda, mas útil para etiologia biliar; CA19.9 = monitoramento câncer de pâncreas.
A USG abdominal é a primeira linha para investigar a etiologia biliar da pancreatite aguda, apesar de sua baixa sensibilidade para visualizar o pâncreas inflamado. O CA19.9 é um marcador importante no câncer de pâncreas para monitorar tratamento e recorrência, mas não para rastreamento.
A pancreatite, seja aguda ou crônica, é uma condição inflamatória do pâncreas que exige conhecimento aprofundado para diagnóstico e manejo. A pancreatite aguda é caracterizada por dor abdominal súbita e intensa, frequentemente associada a náuseas e vômitos, e pode ter diversas etiologias, sendo a litíase biliar e o consumo de álcool as mais comuns. Para o diagnóstico da pancreatite aguda, a elevação de amilase e lipase séricas é fundamental. Embora a ultrassonografia abdominal tenha baixa sensibilidade para visualizar o pâncreas em si devido à interposição de gases, ela é o método de escolha inicial para identificar a etiologia biliar, como cálculos na vesícula ou ductos biliares. Já na pancreatite crônica, a dor é frequentemente persistente e pode piorar com a alimentação, ao contrário da afirmativa I. O CA19.9 é um marcador tumoral importante no contexto do câncer de pâncreas, sendo útil para monitorar a resposta terapêutica e detectar recorrências após o tratamento. No entanto, sua utilidade para rastreamento populacional é limitada devido à baixa sensibilidade e especificidade. Pseudocistos pancreáticos, uma complicação comum da pancreatite aguda, são coleções líquidas que geralmente são manejadas de forma conservadora se assintomáticos, com intervenção reservada para casos sintomáticos ou complicados.
A litíase biliar (cálculos na vesícula biliar) e o etilismo são as duas causas mais comuns de pancreatite aguda, respondendo pela maioria dos casos.
O CA19.9 é útil para monitorar a resposta ao tratamento e detectar recorrência do câncer de pâncreas, mas não é recomendado para rastreamento devido à sua baixa sensibilidade e especificidade em fases iniciais.
A maioria dos pseudocistos pancreáticos pequenos e assintomáticos pode ser manejada de forma conservadora, com observação. A abordagem intervencionista é reservada para pseudocistos sintomáticos, grandes ou complicados.
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